Matéria publicada pelo Bloomberg na última sexta-feira (9) observa que o desempenho positivo dos ativos brasileiros não reflete apenas o otimismo do mercado com a estabilização da economia.
Segundo a reportagem esses ganhos também mostram que o Brasil, agora a caminho de reformas em 2016, passou a ser visto como um país comparativamente menos vulnerável diante do aumento do risco político em outros lugares.
“Ninguém está soltando fogos, mas há uma aposta nos ativos brasileiros. Provavelmente, o Brasil não está mais entre os cinco mais frágeis”, diz o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, sócio da consultoria Tendências.
Embora a tensão política permaneça mesmo após a mudança de governo, com a Lava Jato e as eleições de 2018 gerando incertezas, o investidor reconhece que outros países também enfrentam problemas iguais ou maiores, observa Loyola em entrevista a Bloomberg. O mercado global é como um “concurso de beleza” onde o investidor procura comparar o potencial e o risco de cada país, acrescenta o especialista.