Petróleo opera em queda mesmo duas semanas após acordo da Opep

Os contratos futuros dos barris de petróleo negociados em Londres e Nova York operam em alta nesta sexta-feira (13), com às persistentes dúvidas do mercado sobre a extensão dos cortes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além das preocupações crescentes com a saúde da economia chinesa depois de ter registrado as quedas mais acentuadas das exportações desde 2009.

Apesar das compras de petróleo pela China, as exportações, que são a espinha dorsal econômica do país, caíram 7,7% no ano passado. Foi o segundo declínio anual consecutivo e o pior desde a crise global em 2009.

A Arábia Saudita, um dos maiores exportadores da commodity, anunciou que sua produção caiu para níveis abaixo de 10 milhões de barris por dia, vistos pela última vez em fevereiro de 2015. O país também afirmou que pretende fazer cortes ainda mais profundos no próximo mês.

Entretanto, as reduções nas exportações ainda não foram sentidas, duas semanas depois que os cortes da Opep e outros produtores, como a Rússia, deveriam começar.

Às 9h31 (de Brasília), o petróleo WTI para fevereiro, contrato mais líquido, caía 1,02%, a US$ 52,47 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Por volta do mesmo horário, o Brent para março registrava perda de 0,95%, a US$ 55,48 o barril, na ICE.