Bolsas asiáticas são pressionadas por queda chinesa, Japão é exceção

As bolsas da China encerraram o pregão em forte baixa nesta segunda-feira (12), enquanto Pequim buscava conter compras especulativas de ações por seguradoras. Isso pressionou os outros mercados asiáticos. Tóquio foi exceção, que reagiu em alta a um rali do petróleo e uma nova desvalorização do iene.

Na sexta, o regulador da indústria de seguros chinesa proibiu a Evergrande Life de continuar investindo em ações, com a alegação de que a empresa vinha fazendo operações de curto prazo no mercado. 

Além disso, a Foresea Life, braço de seguros do conglomerado financeiro chinês Baoneng Group, prometeu reduzir gradualmente sua participação numa fabricante de eletrodomésticos listada em Shenzhen, após críticas recentes do regulador.

As declarações do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que afirmou a possibilidade de rever o princípio da “China única”, política que ajuda a manter a paz entre a China e Taiwan, também influenciou no mercado.

O Xangai Composto, índice acionário mais relevante da China, recuou 2,47%, a 3.152,97, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto despencou 4,86%, a 1.969,33 pontos. Foi o pior desempenho do índice desde 29 de fevereiro.

Em Taiwan, o índice Taiex encerrou o pregão em queda de 0,46%, a 9.349,94 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou recuo de 1,44%, a 22.433,02 pontos. Em Manila, o filipino PSEi caiu 2,47%, a 6.868,89 pontos.

Em Tóquio, o índice Nikkei foi a exceção, com alta de 0,84%, a 19.155,03 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também subiu, com ligeira alta de 0,13% em Seul, a 2.027,24 pontos.