Firjan: Atraso de obras na BR101 pode custar R$ 1,8 bi

Cálculo da Federaçãodas Indústrias considera o impacto logístico e dos acidentes na rodovia

O atraso das obras necessárias para eliminar o gargalo na BR 101 (Governador Mário Covas), nos trechos sob concessão no estado do Rio, pode custar R$ 1,8 bilhão.

O cálculo faz parte do estudo 'Impactos socioeconômicos da postergação de obras nas rodovias federais concedidas no Rio de Janeiro', elaborado pelo Sistema Firjan, que considerou o impacto logístico e dos possíveis acidentes caso as melhorias nessa rodovia seja concluída apenas entre 2031 e 2033.

Na BR 101, que abrange a cidade de Niterói e vai até a divisa com o Espírito Santo, as obras de duplicação estão atrasadas devido a questões ambientais. O Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) condicionaram a emissão das licenças ambientais à realização de obras que podem chegar a R$ 455 milhões, o que representa um acréscimo de 55% ao custo total previsto para as intervenções na rodovia.

É importante ressaltar que, a cada ano de atraso são gerados grandes custos socioeconômicos para a sociedade. Isso ocorre devido ao grande número de acidentes, que pode chegar a mais de 15 mil, entre 2016 e 2033.

Vale destacar que, no caso da BR 101, a análise não considera ganhos com aumento de velocidade nos trechos analisados, uma vez que estes já registram boa velocidade média de deslocamento. Não haverá, também ganhos com redução nos custos de frete e combustíveis, uma vez que as obras têm a finalidade de aumentar a segurança na rodovia, reduzindo o número de acidentes.

O estudo também aponta que, juntas, as BRs 101 (Governador Mário Covas), 116 (Presidente Dutra), 040 (Washington Luiz) e 393 (Lúcia Meira), podem custar R$ 4,9 bilhões. De acordo com a Federação, circulam nessas rodovias mais de 60% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Além disso, a aceleração da economia, que causa reflexos imediatos no tráfego rodoviário, tende a ampliar os efeitos negativos da postergação das obras.

Para a Firjan, as melhorias não podem ser adiadas, uma vez que as consequências, mais do que as perdas econômicas, são sociais por conta do grande número de acidentes.

Acesse aqui o estudo 'Impactos socioeconômicos da postergação de obras nas rodovias federais concedidas no Rio de Janeiro'.

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