'FT': Crescimento econômico global volta a desacelerar

Reportagem analisa influência de Brexit e eleição dos EUA 

Matéria publicada nesta segunda-feira (3) pelo jornal Financial Times fala sobre a volta do enfraquecimento da economia global. O crescimento desacelerou  de acordo com o índice de rastreamento Brookings Institution do Financial Times. Em uma publicação antes das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial na última semana, os resultados reforçam os temores de que muitos países estão presos a um círculo vicioso de baixo crescimento, oriundo do descontentamento popular e uma reação contra o comércio e abertura, refletindo negativamente na economia.

Segundo a reportagem pairam sobre as reuniões o medo da incapacidade de melhorar os padrões de vida nas economias avançadas e emergentes, além do Brexit, e a possibilidade de Donald Trump chegar à presidência dos Estados Unidos, fortalecendo as políticas populistas, como as praticadas por Marine Le Pen na França.

Financial Times observa que o índice de Brookings-FT Tiger - rastreamento de índices para a recuperação da economia global - sugere que a economia mundial ainda está lutando para crescer. O índice compara muitos indicadores da atividade real separadamente, assim como os mercados financeiros e a confiança dos investidores com as suas médias históricas para a economia global e para cada país separadamente.

O noticiário ressalta que enquanto o índice de crescimento global em mercados emergentes melhorou desde o final de 2015, e há sinais de que as recessões cheguem ao fim na Rússia e no Brasil, o nível de crescimento continua muito abaixo das médias históricas. 

Professor Eswar Prasad, economista da Brookings, disse que a maioria do mundo poderia ser classificado como "fraco para investimento, com produtividade estagnada e morna confiança do setor privado".

Financial Times diz que os sinais de crescimento nos EUA têm sido mistos, levantando incertezas sobre a elevação das taxas de juros pelo Fed até o final do ano. Enquanto isso, a economia europeia continua lenta com elevada taxa de desemprego e a inflação permanecendo muito abaixo da meta de 2 por cento. Embora a economia da China tenha se estabilizado este ano, seu crescimento continua dependente do rápido crescimento em empréstimos.

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