Bovespa fecha em alta impulsionada por avanço da Petrobras

A bolsa paulista fechou em alta nesta quarta-feira (28), impulsionada pelos ganhos da Petrobras, após a notícia de que a Opep alcançou um acordo para conter a produção de petróleo com objetivo de sustentar os preços da commodity.

O Ibovespa subiu 1,67%, a 59.355 pontos. 

Às 11h14, o Ibovespa tinha alta de 0,63%, aos 58.752 pontos.

Às 12h43, o índice tinha alta de 0,27%, aos 58.539 pontos. 

Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 5% nesta quarta-feira (28), após notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alcançou um acordo para reduzir sua produção de petróleo.

O acordo prevê um corte na produção para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões debarris por dia (bpd), ante a atual produção de 33,24 milhões de bpd. A reunião da Opep que aconteceu nesta quarta em Argel teve objetivo de conter o excesso de oferta no mercado global, que tem levado a uma acentuada queda de preços vista desde meados de 2014.

Na véspera, o principal índice da bolsa fechou em alta de 0,57%, aos 58.392 pontos, à medida que o Wall Street ampliou os ganhos e ofuscou a pressão negativa vinda da queda das ações da Petrobras em meio à baixa dos preços do petróleo.

Dólar

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (28), anulando os ganhos registrados pela manhã, com a disparada dos preços do petróleo após notícias de que a Opep alcançou um acordo para reduzir sua produção de petróleo.

O dólar recuou 0,28%, a R$ 3,2218. O dólar futuro cedia cerca de 0,4% esta tarde.

Mais cedo, declarações da presidente do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen, ampliaram as apostas em um aumento de juros no país este ano. E o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse que as taxas de juros baixas da instituição financeira são necessárias para reativar a economia europeia, e que estão perto do "limite mais baixo". 

Às 11h48, o dólar tinha alta de 0,38%, a R$ 3,2457.

Às 14h11, a moeda tinha alta de 0,35%, a R$ 3,2448

No cenário nacional, a pressão compradora vista em grande parte da sessão decorreu também da formação da Ptax de final de mês, que é a taxa de câmbio usada para liquidação dos derivativos cambiais. 

A sinalização do governo de que votará a PEC que limita o crescimento dos gastos públicos até 11 de outubro em primeiro turno na Câmara, esteve como pano de fundo, justificando a trajetória de baixa da moeda.

O Banco Central brasileiro vendeu todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda, na manhã desta quarta-feira.