'Bloomberg': Temer entre o pragmatismo e a urgência com as reformas

Reportagem afirma que aprovação da reforma da Previdência deve ficar para 2017

Matéria publicada pela Bloomberg nesta quarta-feira (28) analisa que o governo de Michel Temer tenta equilibrar a urgência das medidas para ajustar a economia com o pragmatismo para evitar desgastes políticos. 

Segundo reportagem a aprovação da reforma da Previdência deve ficar para 2017. Consultorias políticas esperam, porém, uma aprovação mais rápida, provavelmente ainda este ano, da PEC do teto dos gastos e da flexibilização do pré-sal, duas mudanças com elevado potencial de impactar o mercado no curto prazo.

O noticiário afirma que em comissão da Câmara, a PEC deve ser aprovada ainda antes da próxima decisão do Copom, que acontece no dia 19 de outubro. Alguns analistas do mercado consideram que este pode ser o sinal que falta para o Banco Central decidir cortar os juros. O próprio BC tem insistido em suas mensagens que a melhora das perspectivas fiscais, assim como a inflação na meta, é fator crucial para a redução da taxa Selic.

Bloomberg acrescenta que Castro Neves avalia que a aprovação da PEC em comissão, embora seja apenas um primeiro passo, poderá dar ao mercado e ao BC uma boa ideia sobre o futuro da medida no Congresso. Após o voto na comissão, será possível saber se o projeto passou com poucas ou muitas alterações e se o governo mostrou maior ou menor força, sinalizando como podem ser os próximos passos na tramitação da medida.

Quanto à Previdência, os consultores avaliam que um eventual adiamento do envio da reforma ao Congresso para após as eleições seria uma medida de pragmatismo de baixo custo, pois teria pouco efeito sobre as perspectivas de aprovação. Independentemente de a reforma ser enviada agora ou após as eleições, as votações no Congresso só devem ser concluídas no segundo semestre de 2017, finaliza a Bloomberg.