'Bloomberg': Intervenção irregular no Brasil dificulta o Mercado de Câmbio para traders

Analista da agência critica estratégia do banco central desde a entrada de Ilan Goldfajn

Matéria publicada nesta terça-feira (19) pela agência Bloomberg, fala que a estratégia do Banco Central brasileiro de intervenção no mercado de câmbio se tornou menos previsível desde quando Ilan Goldfajn assumiu o comando no mês passado. Isso pode tornar as movimentações diárias mais incertas e a lucratividade para posições de curto prazo mais dificeis. Depois de uma semana de intervenções diárias no câmbio, o Banco Central suspendeu a venda de swaps reversos de câmbio no dia 8 de julho. Isso deixou os traders confusos sobre os motivos dos atores do mercado não comprarem dólares no mercado de futuros para temperar os ganhos do Real, que apresentou o maior rali entre as moedas de países emergentes naquela data. Quando Goldfajn assumiu no dia 13 de junho, os swaps reversos de câmbio – o equivalente a compra de dólares no mercado de futuros – não estavam em uso há quase um mês. O Banco Central ficou ausente por outras duas semanas antes de voltar a intervir no dia 1º de julho.

A reportagem da Bloomberg destaca que inicialmente, parecia que o banco central estava tentando conter o rali do real ou evitar que a moeda fortalecesse mais que 3,20 por dólar. Mas a interpretação inicial da meta política não se manteve, já que o Banco Central continuou a intervir de 1 a 7 de julho, mesmo com o Real tornando-se a moeda emergente de pior desempenho no período. Ele não interferiu no dia 8 de julho, quando o real estava subindo. Goldfajn disse ao Estado no dia 8 de julho que pausou os swaps reversos de câmbio para avaliar a situação, uma declaração que não ajuda a esclarecer o que provocou as intervenções anteriores.

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