Pedro Parente não se pronunciou sobre valores de ação nos EUA contra Petrobras

Posicionamento da companhia refuta nota do Estadão

Por meio de nota, a Petrobras informou que o presidente da estatal, Pedro Parente, não se manifestou sobre valores e prazos de ações que tramitam em tribunais norte-americanos.

A Justiça dos EUA ainda vai definir a quantia que a companhia deverá devolver a investidores, que se sentiram lesados após as grandes perdas da empresa com a deflagração da Operação Lava Jato. Os valores devem variar entre US$ 5 bilhões a 50 bilhões.

A nota do Estadão indica que Parente teria afirmado que o valor realista seria US$ 15 bilhões. 

Os requerentes alegam que a Petrobras não informou sobre a "cultura de corrupção" que existia na empresa. A ação coletiva é movida pelos bancos de investimento Citigroup Global Markets; J.P. Morgan Securities; Itau EUA; Morgan Stanley; HSBC Securities EUA; Mitsubishi UFJ Securities EUA e Scotia Capital EUA.

Confira a nota da Petrobras

Em resposta à notícia veiculada no jornal O Estado de São Paulo de que o presidente da companhia, Pedro Parente, teria avaliado que o resultado realista da Ação Coletiva nos Estados Unidos será de 15 bilhões de dólares, a ser pago em cinco anos, a Petrobras declara que essa informação não é verdadeira. Não houve qualquer declaração do presidente, em nenhum momento, sobre valores ou prazos envolvidos nas ações em tribunais americanos. A Petrobras continuará a se defender firmemente em relação às alegações feitas pelos autores.