Petróleo registra queda nesta sexta-feira 

Relatório mensal da Opep indica alta na produção da commodity em abril

Os barris de petróleo negociados em Londres e em Nova Iorque nesta sexta-feira (13) registram queda. Relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) indicou avanço na produção do grupo em abril. Irã e Iraque são os destaques da alta, e compensaram a baixa causada pelas greves do setor na Nigéria e no Kuwait.

Às 8h39, o barril de Brent registrava baixa de 0,87%, a US$ 47,66, na International Exchange Futures (ICE), em Londres. No mesmo horário, o barril do West Texas Intermediate (WTI), negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova Iorque, recuava 1,09%, a US$ 46,19.

Às 12h08, o petróleo do Mar do Norte tinha uma desvalorização de 0,73%, a US$ 47,73; e o barril de crude do Texas sofria baixa de 1,20%, a US$ 46,14.

Às 14h30, o produto de Brent recuava 0,71%, a US$ 47,74. Já o valor da produção de WTI registrava desaceleração de 1,09%, a US$ 46,19.

No dia anterior, o produto de Brent teve valorização de 1%, valendo US$ 48,08 na International Exchange Futures (ICE). Já a produção de WTI subiu 1,02%, a US$ 46,70, com cotação no New York Mercantile Exchange (Nymex).

A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou relatório nesta quinta-feira (12), em que prevê uma redução acentuada do excedente de petróleo no mercado ainda em 2016. De acordo com a AIE, a Índia é a nova China em termos de consumo de petróleo. 

"As alterações nos dados no relatório deste mês confirmam a direção da trajetória do mercado do petróleo para o equilíbrio", escreveu a AIE. A agência também aponta que as reservas de petróleo nos países da OCDE aumentaram no ritmo mais lento desde o último trimestre.

Em relação à produção, a agência de petróleo apontou para um aumento entre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), compensando a redução fora do grupo. O destaque seria o Irã, que fortaleceu a produção e exportação em um nível superior ao esperado, após o fim das sanções.

Investidores projetam que os preços cheguem a US$ 55 até o final de 2016, com o maior equilíbrio entre oferta e procura. A forte queda no valor dos barris, que girava em torno dos US$ 100 em 2014, prejudicou fortemente a receita de países produtores como Rússia e Venezuela e também de estados como o Rio de Janeiro, no Brasil.

As novas descobertas de petróleo no ano passado registraram o número mais baixo desde 1954, de acordo com a IHS, citada pelo Financial Times, o que pode garantir um déficit na oferta em vez do excesso de agora.