Petróleo oscila nesta quarta-feira, com dados dos EUA e tensão na Nigéria

Os preços do petróleo negociados nesta quarta-feira (11) em Londres e Nova Iorque operavam em baixa na abertura, mas reverteram o movimento para leve alta. A Shell e a Chevron anunciaram a dispensa de trabalhadores na Nigéria por razões de segurança, em meio a tensões militares. Na semana passada, um ataque a uma plataforma da Chevron paralisou uma produção equivalente a 35 mil barris por dia.

O mercado também está na expectativa pelos dados de reservas dos Estados Unidos, divulgados nesta quarta, que devem apontam para um aumento nas reservas de crude norte-americano. 

Às 9h30, o barril de Brent registrava alta de 1,03%, a US$ 45,99, na International Exchange Futures (ICE), em Londres. No mesmo horário, o barril do West Texas Intermediate (WTI), negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova Iorque, avançava 0,47%, a US$ 44,87.

Às 11h32, o petróleo do Mar do Norte tinha alta de 1,82%, a US$ 46,35; enquanto o crude do Texas avança 1,03%, a US$ 45,12.

Investidores projetam que os preços cheguem a US$ 55 até o final de 2016, com o maior equilíbrio entre oferta e procura. A forte queda no valor dos barris, que girava em torno dos US$ 100 em 2014, prejudicou fortemente a receita de países produtores como Rússia e Venezuela e também de estados como o Rio de Janeiro, no Brasil.

As novas descobertas de petróleo no ano passado registraram o número mais baixo desde 1954, de acordo com a IHS, citada pelo Financial Times, o que pode garantir um déficit na oferta em vez do excesso de agora.