'WSJ': EUA apertam cerco às fontes de receita do Estado Islâmico

Estado Islâmico controla grande parte da infraestrutura de petróleo e gás natural da Síria

O The Wall Street Journal publicou nesta terça-feira (10) uma matéria sobre a influência da guerra civil da Síria na economia  local e americana. 

Segundo a reportagem, na Síria, George Haswani se considera um patriota. No Ocidente, ele é considerado um criminoso. Ele atua como intermediário entre o Estado Islâmico e o governo sírio, o maior cliente do grupo terrorista, de acordo com as autoridades de segurança do Ocidente.

O Journal conta que o Estado Islâmico controla grande parte da infraestrutura de petróleo e gás natural da Síria e vende com desconto os combustíveis roubados, inclusive para o regime que combate abertamente. Em meio à guerra civil que assola a Síria, o empresário de 69 anos diz que está ajudando a evitar que seu país mergulhe nas trevas, uma vez que as usinas de energia da Síria são abastecidas com petróleo controlado principalmente pelo Estado Islâmico. Para as freiras sírias que ele ajudou a libertar de sequestradores extremistas, Haswani é um herói.

Os governos dos Estados Unidos e da União Europeia, porém, impuseram sanções a Haswani, que tem nacionalidade síria e russa, por seu suposto papel de corretor nas vendas de petróleo do Estado Islâmico ao governo do presidente Bashar al-Assad. As sanções congelaram ativos de Haswani nos EUA e na Europa, finaliza o The Wall Street Journal.