'WSJ': Consumo interno forte limita exportações de café da Etiópia

Conflito está em ebulição para ver quem fica com os melhores grãos de café da Etiópia

Matéria publicada nesta segunda-feira (9) no The Wall Street Journal, conta que o governo da Etiópia precisa de dólares para obras de infraestrutura e, por isso, tem metas ambiciosas de aumentar as exportações de café arábica, beneficiando-se da demanda mundial por seus grãos de alta qualidade.

Segundo a reportagem, com o aumento da renda nas cidades do país, os consumidores estão mais exigentes quanto à qualidade do café que consomem. Acredita-se que o café tenha se originado na região etíope de Kaffa, onde foi descoberto por um pastor de cabras chamado Kaldi, cujos animais ficaram energizados depois de comer os grãos. O café tem um papel importante na vida cultural e social da Etiópia: cerca de metade de toda a safra do país é consumida internamente, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA.

O jornal norte-americano diz que o governo espera elevar as reservas estrangeiras provenientes das exportações de café para cerca de US$ 880 milhões no ano fiscal que se encerra em julho, um salto de quase 13% em relação ao ano anterior, disse Amenu.

Esses esforços geraram resultados parciais. O USDA prevê que as exportações desta safra podem ser recorde e que as restrições no mercado local poderiam fazer o consumo interno cair um pouco, finaliza texto do Journal.