'BBC': 3 razões para o FMI prever queda ainda maior da economia brasileira

Nesta terça-feira (12) a BBC Brasil publicou uma análise sobre o pronunciamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), que anunciou que a economia brasileira deverá repetir o resultado de 2015 e encolher 3,8% neste ano, queda superior à que o órgão previa em janeiro (3,5%).

Segundo a reportagem, em um relatório sobre o estado da economia global, o órgão diz que o PIB brasileiro só deixará de diminuir em 2017, quando deve permanecer estagnado (0%). Ainda assim, o fundo afirma que o cenário econômico no Brasil é incerto, e que "possíveis atrasos em retornar a condições mais normais podem voltar a baixar as previsões (globais) atuais de crescimento".

A BBC Brasil detalhou três dos principais fatores que, segundo o FMI, estão por trás da deterioração da economia nacional.

1 - Instabilidade política

Segundo o fundo, "incertezas domésticas continuam a prejudicar a capacidade do governo de formular e executar políticas". O órgão diz que a situação econômica do país tem se revelado pior que o esperado, enquanto em países vizinhos os resultados vêm seguindo as previsões.

2 - Baixos preços de matérias-primas

O Brasil é um dos países que mais têm sofrido com a desvalorização das matérias-primas, influenciada em grande medida pela desaceleração da economia chinesa e pela abundância da oferta dos produtos, segundo o FMI. Minérios e matérias-primas agrícolas estão entre os principais itens vendidos pelo Brasil ao exterior. Entre agosto de 2015 e fevereiro de 2016, os preços internacionais de minérios caíram 9%, e os de matérias-primas agrícolas, 4%. O fundo diz que as exportações de commodities devem começar a se recuperar em 2017, ainda que em níveis menores que os do passado.

3 - Desemprego

Segundo o FMI, o desemprego no Brasil deve passar de 6,8% em 2015 para 9,2%, em 2016. Em 2017, o índice deve piorar ainda mais e alcançar 10,2%. Entre as principais economias da América do Sul, o dado só será melhor que o da Venezuela, onde o desemprego deve passar de 7,4% em 2015 para 17,4% em 2016 e 20,7% em 2017.

Recomendações

O FMI afirma que para voltar a crescer o Brasil deve "insistir com seus esforços de consolidação fiscal para estimular uma reviravolta na confiança e no investimento".

"Uma redução na inflação em direção à meta de 4,5% em 2017 dependerá de uma política monetária apertada", diz o órgão.

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