Dólar volta a despencar, vendido abaixo de R$ 3,60

Bovespa fecha em alta, após forte oscilação 

O dólar voltou a fechar em forte queda nesta sexta-feira (11), refletindo um mercado doméstico animado com a crescente possibilidade de cassação da presidente Dilma Rousseff. 

Na noite de quarta-feira (9), o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As expectativas em relação às manifestações contra o governo no domingo (13) também influenciam o constante recuo da moeda americana nos últimos dias.

O dólar encerrou a sessão de hoje em baixa de 1,38%, cotado a R$ 3,591. A moeda não fechava abaixo de R$ 3,60 desde o dia 28 de agosto de 2015, então vendida a R$ 3,5853. No mês de março, o dólar já caiu 10,3%, tendo queda acumulada de 9,04% no ano. 

Bovespa fecha em leve alta, subindo mais de 1% na semana 

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão desta sexta-feira (11) em leve alta, após oscilar diversas vezes durante o dia. A atenção dos investidores continua voltada aos iminentes desdobramentos do pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. 

No sábado (12) ocorre a convenção nacional do PMDB, em que a sigla discutirá o apoio ao governo, sinalizando um possível afastamento. No radar do mercado estão também as manifestações à favor do impeachment no domingo (13).

A bolsa fechou em alta de 0,14%, aos 49.638 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 1,13%.

A Petrobras cresceu, acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Os papéis ordinários da estatal, PETR3, avançaram 1,73%, a R$ 9,98, ao mesmo tempo em que as ações preferenciais, PETR4, subiram 1,13%, a R$ 8,04. 

Em contrapartida, as ações da Vale caíram, mantendo a tendência observada desde terça-feira (8). Os papeis ordinários da empresa, VALE3, tiveram baixa de 0,36%, a R$ 13,95, enquanto os preferenciais recuaram 0,79%, vendidos a R$ 10,05.

A Copel liderou as altas do dia, com avanço de mais de 7%. Já a maior baixa ficou por conta da Oi, que se desvalorizou em 10%. 

Bolsas europeias sobem, puxadas por ações bancárias

As principais bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira (11), com novas medidas do Banco Central Europeu (BCE) dando suporte a bancos de países periféricos do Eurogrupo e altas dos preços de metais e do petróleo impulsionando ativos ligados a commodities. 

O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 2,72%, aos 1.347 pontos, após recuar 1,8% na véspera. O setor bancário foi o que registrou maior crescimento hoje, subindo 4,9%. 

Em Londres, o índice Financial Times avançou 1,71%, a 6.139 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 3,51%, a 9.831 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 cresceu 3,27%, a 4.492 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 4,8%, a 18.987 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou alta de 3,69%, a 9.090 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 valorizou-se 2,49%, a 5.003 pontos.

Na véspera, o FTSEurofirst 300 teve sessão volátil depois de o BCE cortar as taxas de juros à nova mínima histórica de 0%, informando paralelamente que passará a comprar títulos corporativos e até mesmo a pagar bancos para que façam novos financiamentos a empresas. 

Bolsa da China fecha em leve alta com ação do banco central

O principal índice da bolsa da China encerrou a sexta-feira (11) em leve alta, após o PBoC (banco central chinês) responder às medidas do Banco Central Europeu, guiando o yuan ao patamar mais alto em relação ao dólar desde dezembro. O índice de Shangai subiu 0,2%, aos 2.810,31 pontos, após as duas sessões anteriores de perdas. No acumulado da semana, a bolsa acumula perda de 2,2%.

O Shenzhen Composto, praça financeira de menor abrangência na China, registrou queda de 0,2% nesta sexta, a 1.685,24 pontos, na terceira queda consecutiva.

No restante da Ásia, as bolsas registraram alta, com o principal índice de Hong Kong naliderança dos ganhos -- o Hang Seng avançou 1,08%, a 20.199,60 pontos. Em Tóquio, o Nikkei 225 avançou 0,51%, a 16.938,87 pontos. Em Seul, o Kospi subiu 0,11%, a 1.971,41 pontos.

Na véspera, o Banco Central Europeu (BCE) cortou todas as taxas de juros da região do euro e adotou novas medidas de estímulo monetário, apesar de alguns investidores terem reprovado os sinais de que não deve haver novas reduções de juros. A recuperação de commodities como o petróleo também ajudou a animar os investidores.

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