Petróleo se recupera após chegar a marca dos US$ 28

Os preços de barris de petróleo apresentaram um movimento de alta na manhã desta terça-feira (19), depois de terem chegado à marca dos US$ 28 na véspera. No início da tarde, o barril de Brent mantinha a recuperação, enquanto o WTI passou a oscilar. No final de semana, tiveram fim as sanções ao Irã, quarto maior produtor de petróleo do mundo, que retorna ao mercado já com excesso de oferta. 

O setor, que já tinha se programado para este retorno, é mais afetado agora por dúvidas em relação à demanda mundial e também por disputas geopolíticas. Nesta terça-feira (19), contudo, o resultado do PIB da China em 2015 animou os mercados. As bolsas do país registraram altas, movimento seguido por outras bolsas asiáticas e também pelas europeias.

>> Bolsas chinesas fecham em alta com resultado do PIB de 2015

Às 8h28, o barril de Brent para entrega em março tinha alta de 3,85%, a US$ 29,65 no International Exchange Futures (ICE), enquanto o futuro do light sweet crude (WTI) tinha alta de 1,55%, a US$ 30,86 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). 

Às 11h18, o barril Brent se valorizava em 2,98%, a US$ 29,40, e o WTI registrava um avanço de 1,04%, a US$ 30,70.

Às 12h33, o barril de Brent tinha alta de  2,29%, a US$ 29,20; enquanto o WTI passava a registrar uma leve queda, de 0,13%, cotado a US$ 30,35.

Às 13h47, o preço do petróleo Brent avançava 2,75%, a US$ 29,34; enquanto o WTI ainda tinha leve recuo, de 0,46%, a US$ 30,25.

Às 15h21, o futuro do Brent subia 2,89%, para US$ 29,38, já o WTI tinha baixa de 0,66%, aos US$ 30,19.

No dia anterior, o Brent caiu 1,34%, para US$ 28,55, e o futuro do light sweet crude (WTI) caiu 3,6%, para US$ 28,36. Na sexta-feira (15), o petróleo atingiu patamar inferior aos US$ 30 pela primeira vez desde 2003, em meio a dúvidas sobre a economia global.

A Agência Internacional da Energia (AIE) afirmou em relatório mensal divulgado nesta terça-feira (19) que o preço do petróleo pode cair ainda mais, chegando a US$ 10, devido ao excesso de oferta, agravado pela entrada do petróleo iraniano no mercado e a uma desaceleração do aumento da procura pelos principais consumidores.

O desempenho dos barris nas últimas semanas fortaleceu a estimativa do Goldman Sachs, ainda em 2015, de que o barril poderia chegar a US$ 20 devido ao acelerado nível de produção. O Morgan Stanley se juntou a essas previsões neste mês, citando a escalada do dólar como fator de maior preocupação para os preços da commodity. 

A falta de perspectivas coloca mais pressão no setor, levando a mais demissões e desinvestimentos. A petrolífera britânica BP informou na semana passada que vai demitir quatro mil funcionários das áreas de exploração e produção ao longo do próximo ano. 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), contudo, declarou nesta segunda-feira (18) que espera um "processo de reequilíbrio" do preço do petróleo já a partir deste ano, acreditando que a queda brusca deve fazer com que a produção de países como os Estados Unidos comece a cair.

>> Agência Internacional de Energia diz que preço do petróleo pode cair para US$ 10

>> Opep: equilíbrio de preços do petróleo começa em 2016

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