Banco mais antigo do mundo perde metade do valor em 3 meses

Monte dei Paschi di Siena sofreu nova queda na Bolsa de Milão

 Monte dei Paschi di Siena (MPS), considerado o banco mais antigo do mundo ainda em funcionamento, teve mais um dia para esquecer no mercado financeiro italiano. 

Nesta segunda-feira (18), as ações da instituição na Bolsa de Milão caíram 14,8%, atingindo o mínimo histórico de 0,76 euro por papel. Com isso, o MPS vale apenas 2,2 bilhões de euros, isso após ter feito um aumento de capital de 3 bilhões de euros no último verão boreal. 

Desde o último pregão de 2015, o banco já perdeu 38% do seu valor. De outubro para cá, a queda é de 50%. Entre os seus acionistas está o brasileiro BTG Pactual, de André Esteves, com cerca de 3% de participação. 

Outras instituições financeiras italianas também sofreram forte desvalorização na Bolsa de Milão nesta segunda, como Carige (-7,3%), UBI (-7,3%), Banco Popolare (-6,7%), Unicredit (-5,4%) e Intesa Sanpaolo (-5%). 

O motivo das quedas é um inquérito do Mecanismo Único de Supervisão (SSM, na sigla em inglês), que é ligado ao Banco Central Europeu (BCE), para apurar o nível de créditos deteriorados nas carteiras de bancos italianos, incluindo o MPS, que seria o mais frágil de todos. Também pesa sobre a companhia de Siena a falta de perspectiva de que ela possa encontrar um comprador. 

"Confirmamos a estabilidade econômica e financeira do banco e a melhora da gestão operacional. A flexão do título ocorreu na falta de eventos idôneos a justificar tal andamento", disse o CEO do MPS, Fabrizio Viola. A instituição foi fundada em 1472, na cidade toscana de Siena, e é tida como a empresa mais longeva do mundo no setor. (ANSA)

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