'WSJ': As turbulências de hoje são diferentes da crise financeira de 2008

Matéria publicada nesta segunda-feira (18) no The Wall Street Journal, analisa que o fim não está próximo. Sim, há perdas, algumas grandes, já que os mercados ampliaram na sexta-feira (15) a onda de vendas de ações que tem ricocheteado mundo afora desde o início do ano. A carnificina se tornou tão pronunciada que gerou temores de uma repetição da crise financeira global de 2008.

Segundo a reportagem, existem diferenças cruciais entre aqueles dias sombrios e os de hoje. Embora as perdas possam continuar, os Estados Unidos, a maior economia do mundo, parecem, por ora, estar em uma situação melhor do que naquela época. Isso pode impedir que a queda do mercado se transforme numa crise financeira que acabe levando a uma crise econômica global.

É certo que a atual onda de vendas de ações tem se mostrado particularmente veloz e brutal. Depois de ter despencado 390,9 pontos na sexta-feira, a Média Industrial Dow Jones acumula perda de 8,2% neste ano. E as coisas estão piores em outros países. O mercado acionário da China despencou 18% até agora no ano e o Ibovespa, 11%. O preço do petróleo, que foi cotado abaixo de US$ 30 o barril na sexta-feira, já caiu 20% neste ano e 52% desde sua máxima de 2015.

Para qualquer um que passou pela crise financeira de 2008, a profundidade das quedas atuais e a forma como elas estão afetando múltiplos mercados são motivo de alarme. No início daquela crise, muitas pessoas pensaram que os problemas seriam semelhantes à crise de dívida da Rússia de 1998 ou ao estouro da bolha da internet de 2001. Essas visões se mostraram desastrosamente equivocadas.

As chances são menores de isso ocorrer hoje, principalmente porque, em 2008, as pessoas não se deram conta da quantidade de dívida presente no sistema financeiro. Esse endividamento amplificou as consequências dos prejuízos, provocou uma parada nos mercados de dívida e abriu grandes rombos nos resultados financeiros dos bancos.

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