Petrobras cai 7% e puxa Ibovespa para queda em dia de poucos negócios

Dólar fechou em queda de 0,29%, cotado a R$ 4,0342 na venda

O Ibovespa fechou esta segunda-feira (18) em nova queda, puxado por recuo de mais de 7% nas ações da Petrobras. O índice recuou 1,64%, a 37.937 pontos, acompanhando a tendência internacional de cautela frente às incertezas chinesas e novas instabilidades no preço do petróleo. O pregão ainda foi marcado pelo baixo volume de negócios, influenciado pelo feriado de Martin Luther King, nos Estados Unidos, que manteve fechado o mercado de Wall Street.  

Já o dólar fechou a segunda em queda de 0,29%, cotado a R$ 4,0342 na venda. Nas duas primeiras semanas deste ano, a divisa subiu 2,18%. O movimento acompanhou a aversão global ao risco das últimas semanas, mas ganhou alguma tranquilidade com a alta do yuan. 

Nesta manhã, o Banco Central realizou mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais com vencimento em fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Até o momento, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 6,198 bilhões - cerca de 59% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões de dólares.

No cenário interno, o Boletim Focus desta semana manteve em 2,99% a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2016. Já as estimativas em relação ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passaram de avanço de 6,93% para 7%. O mercado também está na expectativa da reunião do Copom nesta semana; analistas estimam que a autarquia decidirá pela elevação da taxa Selic mais uma vez.

Ações da Petrobras são cotadas abaixo de R$ 5 pela primeira vez em 12 anos

No destaque do Ibovespa, as ações ordinárias (PETR3) da Petrobras caíram 6,11%, a R$ 6,30, enquanto as preferenciais (PETR3) despencaram 7,16%, para R$ 4,80. Esta é a primeira vez em que os papeis da companhia ficam abaixo de R$ 5 desde julho de 2003. No noticiário interno da estatal, além da instabilidade do petróleo, pesa o relatório mensal divulgado nesta manhã pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). 

Na avaliação do cartel, os cortes de investimento anunciados pela Petrobras prejudicam a produção de petróleo no Brasil. A entidade diz que o programa para aumento da eficiência de áreas produtoras como a Bacia de Campos foi cortado ou direcionado ao pré-sal, por isso, a produção dessa área já consolidada cai mais rapidamente. "A retomada da produção no Brasil pode ser sacudida com a provável queda na Bacia de Campos", destaca o documento.

Investidores também continuaram repercutindo a fala da presidente Dilma Rousseff, na semana passada, sobre uma possível capitalização da companhia via emissão de ações. Dirigentes da empresa, por outro lado, negaram que isso seja uma possibilidade. Informações do colunista Lauro Jardim, de O Globo, também continuaram influenciando os papeis da Petrobras. 

De acordo com ele, o Conselho de Administração da petroleira decidiu fechar, no próximo 31 de março, a refinaria de Nansei, na ilha japonesa de Okinawa. O jornalista destaca que a compra da refinaria foi aprovada em 2007, sob influência do ex-presidente internacional da estatal e hoje delator da operação Lava Jato, Nestor Cerveró. 

Os papeis da Vale também recuaram com força. Suas ações ordinárias (VALE3) tiveram baixa de 5,12%, a R$ 8,89, enquanto as preferenciais (VALE5) despencaram 4,66%, cotadas a R$ 6,95.

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