Brent reverte tendência de alta e passa a cair nesta quarta-feira

WTI amenizou ganhos, mas ainda segura valorização

A recuperação do Brent nesta quarta-feira (13) durou pouco. Após subir mais de 2%, o petróleo do Mar do Norte passou a cair significativamente. Já o light sweet crude (WTI), do Texas, manteve a tendência de alta durante o início desta tarde. Na véspera, eles chegaram a custar menos de US$ 30 ao longo da sessão.

Às 8h32, o barril do Brent para entrega em fevereiro tinha alta de 1,42%, cotado a US$ 31,39 na International Exchange Futures (ICE) de Londres. Já o light sweet crude (WTI), do Texas, registrava aumento de 1,95%, a US$ 31,04.

Às 9h56, o Brent avançava 1,49%, a US$ 31,41; e o WTI, 2,17%, cotado a US$ 31,10.

Às 11h26, o Brent registrava valorização de 2,29%, a US$ 31,66. O WTI, por sua vez, passava por um avanço de 2,94%, a US$ 31,34.

Às 13h12, o petróleo do Mar do Norte subia 2,13%, para US$ 31,61. No mesmo horário, o WTI avançava 3,12%, cotado a US$ 31,39.

Às 14h05, o Brent caía 0,89%, para US$ 30,86. Já o WTI mantinha alta de 0,82%, cotado a US$ 30,69.

Às 14h39, o Brent recuava 1,10%, cotado a US$ 30,61. No mesmo horário, o WTI subia 0,99%, a US$ 30,74.

No dia anterior, os barris chegaram a registrar leve recuperação, reverteram a tendência e fecharam em forte queda. No fechamento, o barril do Brent caía 2,18%, cotado a US$ 30,86, a primeira vez em que o petróleo do Mar do Norte terminava a sessão abaixo dos US$ 31 desde 2004. 

O WTI, por sua vez, apresentou recuo de 3,18%. No encerramento dos negócios na Nymex, seu barril futuro valia US$ 30,41, mas na mínima chegou a custar menos de US$ 30 pela primeira vez em mais de 12 anos. 

O desempenho dos barris nas últimas semanas fortalece a estimativa do Goldman Sachs, ainda em 2015, de que o barril poderia chegar a US$ 20 devido ao acelerado nível de produção. O Morgan Stanley se juntou a essas previsões e alertou para a possibilidade de que o barril referência na Europa caia a esses níveis. Seus especialistas, porém, citaram a escalada do dólar como fator de maior preocupação para os preços da commodity. 

O cenário de crise ainda engloba fatores como a queda da demanda chinesa e o conflito entre Arábia Saudita e Irã, que diminui a probabilidade de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) chegue a um acordo para contenção dos preços. A falta de perspectivas coloca mais pressão no setor, levando a muitas demissões e desinvestimentos.

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