'WSJ': FED deve decretar o fim de uma era

matéria publicada nesta quarta-feira (16) no The Wall Street Journal, fala que a provável decisão do Federal Reserve, em sua reunião de hoje, de elevar os juros dos empréstimos de curto prazo vai encerrar uma era de taxas baixíssimas, um período de extraordinária experimentação monetária que gerou resultados controversos. Apesar dos esforços agressivos do banco central americano para impulsionar a economia desde a crise financeira de 2008, ele não atingiu a vigorosa  expansão desejada, nem o desastre previsto pelos críticos. No processo, o banco central emergiu menos como uma força suprema e mais como tantas outras instituições que, nos últimos anos, têm penado para acompanhar eventos que fogem de seu controle. “Na verdade, foi um período de grande incerteza e insegurança para o Fed”, disse o ex-presidente do banco, Ben Bernanke, numa entrevista ao The Wall Street Journal.

A reportagem afirma que o Fed manteve sua taxa básica de curto prazo próxima a zero por sete anos e adicionou à sua carteira trilhões de dólares em hipotecas e títulos do Tesouro para reduzir os juros de longo prazo. Ao incentivar os investimentos e gastos, os juros baixos ajudaram a sustentar uma expansão econômica que já dura 78 meses, maior que todos os períodos de crescimento já registrados. A taxa de desemprego, hoje em 5%, está na metade do pico registrado durante a recessão. O crescimento da produção e da renda continuam decepcionantes. Em um setor sensível aos juros, o de automóveis, as vendas estão crescendo. Em compensação, com relação aos imóveis residenciais, a recuperação tem sido extraordinariamente lenta.