S&P diz que, no momento, greve não impacta classificação da Petrobras

A greve dos petroleiros, apesar de negativa, não provoca, neste momento, impacto sobre as classificações (ratings) e perspectiva da Petrobras. A avaliação é da agência de classificação Standard & Poor's Ratings Services (S&P) que destacou, no entanto, que o impacto na produção e a duração da greve ainda são incertos. “Caso se prolongue, a greve deverá aumentar os desafios da empresa para aumentar sua produção, materializar seu plano de desinvestimento e a desalavancar seu balanço, podendo impactar nossa avaliação do perfil de crédito individual SACP, ou stand-alone credit profile, da empresa”, indicou a agência.

A S& P informou, ainda, que na avaliação interna, o rating BB com perspectiva negativa, em escala global da Petrobras inclui a probabilidade “muito alta de suporte extraordinário do governo". Para a agência, a perspectiva negativa dos ratings ainda refletem as dificuldades da empresa para aliviar o seu balanço, por meio do aumento da produção, da paridade de preço de combustíveis e das vendas de ativos.

“A perspectiva reflete ainda as incertezas e os passivos contingentes resultantes das ações coletivas movidas contra a Petrobras nos EUA. Na ausência de uma ação no rating soberano, considerando que nossa avaliação da probabilidade de suporte extraordinário do governo permaneça inalterada, um rebaixamento ocorreria se o SACP da empresa fosse rebaixado a CCC+'”, apontou a S&P.

Em 10 de setembro deste ano, a S&P reduziu a classificação da Petrobras, que tinha o nível BBB para BB, os dois com perspectiva negativa. A mudança se seguiu ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil, com a retirada do grau de investimento.