Aprovação da nova meta fiscal é vital para retomada do crescimento, diz Padilha

A equipe econômica do governo irá ao Congresso Nacional, no início do segundo semestre legislativo, para apresentar aos parlamentares as novas metas fiscais para 2015 e 2016. O objetivo é ajudar a agilizar a aprovação das medidas, que são fundamentais para a retomada do crescimento econômico do País, afirmou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha. Para isso, serão agendadas reuniões com os partidos da Base Aliada. As declarações foram feitas após a reunião de coordenação política, realizada nesta segunda-feira (27), no Palácio do Planalto.

Na volta do Congresso, afirmou Eliseu Padilha, o governo espera “ter condições de aprofundar o diálogo com todos os parlamentares, conscientizar que nós temos uma luta em comum, que podemos dar ao cidadão melhores serviços públicos, melhores condições de vida”. Ele ressaltou que esse desafio não é apenas do Executivo, mas envolve os três poderes.

“As instituições no Brasil funcionam muito bem. Nós estamos atravessando um momento que não é o mais desejável sob ponto de vista econômico e político, e as instituições permanecem firmes, muito firmes dando mostra que a nossa democracia está amadurecida”, afirmou.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, explicou que o objetivo da proposta da equipe econômica, que altera as metas fiscais para 2015 e 2016, é manter a direção da política de reequilíbrio macroeconômico e elevar o resultado primário do governo.

“Nós continuamos o nosso esforço fiscal de elevação gradual do resultado primário para chegar a um resultado primário de 2% do PIB. Mas devido às evoluções da economia e da arrecadação do governo, nós não vamos conseguir fazer isso tão rápido quanto nós achávamos inicialmente. Mas ainda sim haverá uma elevação do resultado primário nesse ano em relação ao ano passado, o que torna a política fiscal neutra ou levemente contracionista, ajudando o combate à inflação neste momento e, mais importante, torna a política fiscal consistente”, declarou.

Barbosa falou também que, no momento em que o País enfrenta flutuações econômicas, o governo está mantendo a direção de reequilíbrio macroeconômico para recuperar o crescimento o mais rápido possível.

“A perspectiva é realista e otimista, porque o Brasil é uma economia diversificada, de 200 milhões de habitantes, a sétima do mundo, com setor industrial altamente diversificado, agricultura altamente competitiva, trabalhadores cada vez mais qualificados. Em condições como essa, o crescimento é uma consequência natural”, disse Barbosa.

Ele reafirmou ainda que o crescimento da economia deve ser retomado ainda este ano e acelerado em 2016. “E nós não só esperamos isso, nós estamos trabalhando para isso, viabilizando, por exemplo, uma série de investimentos em concessões, em infraestrutura, viabilizando a abertura de novos negócios via simplificação tributária procurando melhorar o dia a dia das empresas e da população brasileiras”.