Parlamento grego aprova segundo pacote de medidas para novo resgate

Objetivoé chegar a um acordo sobre ajuda financeira antes de 20 de agosto

O Parlamento grego aprovou nesta quinta-feira (23/7) o segundo pacote de reformas exigidas  pelos credores da Grécia para conceder uma nova ajuda financeira ao país, apesar das deserções registradas entre os aliados do primeiro-ministro, Alexis Tsipras.

O governo obteve 230 votos a favor entre os 298 presentes, sendo que 63 deputados votaram contra e 5 se abstiveram na consulta sobre a reforma do código civil e da adoção de diretriz europeia sobre os bancos.

Trinta e um deputados do Syriza, o partido de Tsipras, votaram contra o projeto, seis se abstiveram e um não compareceu.

Aos votos da coalizão de governo, que inclui os deputados do Syriza e seus aliados nacionalistas Gregos Independentes, se somaram os da oposição socialista (Pasok) e da direita (Nova Democracia).

Os 300 deputados gregos haviam iniciado às 20h (14h de Brasília) o exame urgente do novo pacote de reformas, incluído no acordo com Bruxelas sobre um novo socorro.

Ao discursar antes da votação, Tsipras disse que está determinado "a não abandonar o bastião" do governo e a prosseguir com a "batalha" para melhorar as condições do plano de resgate firmado com os credores.

Segundo Tsipras, a presença da esquerda no governo é um bastião para a defesa dos interesses do povo e está descartada a minha saída voluntária.

Em seu discurso, Tsipras disse que  aos parlamentares que o governo não será covarde e combaterá com determinação as batalhas que tem pela frente. Ele destacou que atualmente se discute até onde a dívida será reestruturada. O primeiro ministro ressaltou que a luta será especialmente contra a corrupção e o clientelismo.

A Grécia e seus credores fecharam em 13 de julho um acordo que obriga o governo a adotar duras medidas de ajuste em troca de um terceiro resgate financeiro, que pode se concretizar antes do fim de agosto.

O principal objetivo de Tsipras é chegar a um acordo sobre o resgate antes de 20 de agosto, dia em que o governo tem que pagar 3,19 bilhões de euros ao Banco Central Europeu.

A Grécia já recebeu nesta segunda-feira um empréstimo de urgência de 7,16 bilhões de euros que lhe permitiu pagar suas dívidas com FMI e com o Banco Central Europeu.