Meta do superávit primário: redução veio acima do esperado, diz economista

O professor de economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fabrício Augusto de Oliveira, ficou surpreso ao saber do tamanho da redução da meta do superávit, anunciada quarta-feira (22) pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. Para ele, esta revisão para baixo já era esperada, mas ele destaca que o menor projeto, que estava sendo estudado pelo Congresso, previa superávit de 0,4% do PIB, ao contrário do 0,15% anunciado quarta-feira. 

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Fabrício faz ainda um alerta a respeito das notas de crédito do país. Ele diz acreditar que a tendência é que o Brasil não consiga nem alcançar este novo superávit estabelecido e que isto pode prejudicar o "rating" do país frente às agências de classificação de risco. Uma diminuição no rating é um sinal para os investidores ficarem menos interessados em injetar dinheiro no país. 

Ele também comentou a respeito do corte de gastos, que ele diz ocorrer por conta de insucessos. "A primeira consequência da recessão é corroer as receitas. As arrecadações despencaram, e seriam complementadas com cortes no orçamento."