'FT' (editorial): Mercados emergentes são evitados por investidores

Em pesquisa, Brasil é visto como maior fonte de contágio por 76% dos entrevistados

Uma pesquisa da Fitch com investidores lançam algumas dicas valiosas e interessantes além de oferecer uma luz sobre quais tipos de dívidas são quentes e quais não são. Aqui estão algumas das melhores partes.

* 46% dos investidores entrevistados destacaram os associados de mercados emergentes como o setor que enfrenta o maior risco de refinanciamento.

* Apenas 15% considerariam comprar dívida russa

* O Brasil, que tem sido sacudido pelos preços baixos do petróleo e escândalos de corrupção, foi escolhido como a maior fonte de contágio dos mercados emergentes por 76%, enquanto 38% apontaram a Rússia e 36% a China.

* Dívida de alto rendimento é o pico do grupo, favorecido por 30% dos investidores.

* A dívida soberana do mercado foi evitada. Quase um terço dos 76 que responderam a destacaram esse tipo de dívida como sendo a mais desfavorável e apenas 4% como sua preferida. Os fluxos de fundos sustentam isso.

* Investidores estão divididos em relação ao significado da liquidação brutal de bund. 52% a vêem como uma correção natural e modesta, enquanto 48%  a enxergam como "um precursora para uma maior volatilidade em condições sem precedentes".

* Num cenário mais amplo, investidores estão otimistas. 72% acham que "o risco total permanece administrável e longe da zona vermelha", enquanto 28% acreditam que a zona vermelha "está crescendo muito rapidamente, a alavancagem subindo e transações se tornando mais agressivas, reminiscente dos níveis pré-crise".