Grécia apresenta proposta à UE para tentar acordo

Prorrogação do segundo resgate termina dia 30

Em conversas telefônicas com a chanceler alemã, Angela Merkel, com o presidente francês, François Hollande, e com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, apresentou neste domingo (21) as propostas para tentar um acordo a fim de encerrar o impasse em torno da dívida grega. 

Em nota, a assessoria de Tsipras diz que o acordo "deve dar uma solução definitiva e não provisória" à situação financeira da Grécia, país à beira do default.

No novo plano, a Grécia mantém três tipos do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), a 6,5%, a 13% e a 23%, propostos anteriormente, mas deve mudar a taxação sobre alguns alimentos e o setor hoteleiro para aumentar a arrecadação.

Quanto às pensões, o governo grego pensa em abolir as aposentadorias antecipadas a partir do próximo ano, o que geraria uma economia de 200 milhões de euros, assim como reduzir os benefícios mais elevados.

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Sem um acerto, a Grécia não deve conseguir pagar 1,6 bilhão de euros devidos ao FMI. Mesma situação dos 6,7 bilhões de euros que devem ser pagos ao Banco Central Europeu em julho e em agosto.

Se o pagamento não for efetuado, o Banco Central Europeu (BCE) limitaria o acesso da Grécia ao mecanismo de assistência aos bancos (ELA), uma das poucas fontes de liquidez do país. A instituição monetária europeia aumentou em duas ocasiões esse índice nesta semana, chegando até 87 bilhões de euros.

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Também neste domingo, o ministro de Estado grego, Nikos Pappas, questionou a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) na ajuda financeira ao país. "Sou um dos que pensa que o FMI não deveria estar na Europa. Espero que encontremos uma solução sem a sua participação", afirmou.

Pappas acha que a Europa "não precisa" da instituição, que tem "uma agenda unilateral e em nada europeia", e que o continente pode "seguir adiante sem ela e seu dinheiro".