Ressonância magnética promete melhora produtiva no setor de petróleo e gás 

Apesar da crise financeira que vive atualmente o setor de petróleo no Brasil, o desenvolvimento de novas tecnologias desponta como um sinal de que ainda há muito a se progredir no ramo. A aplicação de novas técnicas representa um investimento a longo prazo de grande importância para as companhias que visam se manter competitivas em um futuro próximo. 

A utilização de ressonância magnética para monitoramento de poços de petróleo constitui um novo campo que, segundo o coordenador do Programa de Planejamento Energético da Coppe-UFRJ, Maurício Arouca, pode levar as empresas do setor a ampliarem suas capacidades produtivas e reduzirem perdas na produção.

Arouca atualmente está envolvido com um projeto relacionado ao tema e estima que o laboratório montado para estes testes e estas pesquisas deve demandar cerca de R$ 10 milhões no total. Além disso, o pesquisador ressalta que até julho deve ser definido o plano estratégico do projeto e prevê que as atividades comecem de fato em seis meses.

Quais as vantagens que podem ser obtidas, em termos de pesquisa, com o uso da ressonância?

- A ressonância permite uma melhor análise da matéria orgânica da rocha de petróleo. Uma rocha tem dois planos: o estrutural e o orgânico. Enquanto o uso de raios-X permite captar dados de componentes estruturais, como ferro e aço, a ressonância nos permite entender o que se passa dentro da rocha, a quantidade de água, gás, e saber como está o escoamento de petróleo. Isso é importante para entender o perfil geológico da rocha e sua capacidade em termos econômicos.

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