Bovespa cai com desvalorização de Petrobras e Vale

Dólar segue em alta nesta quinta-feira

Após a aprovação no Senado da MP 664, que restringe o acesso à pensão por morte, na noite da última quarta-feira (27) o mercado financeiro reagiu com queda. Desde a abertura, a Bovespa continua em queda crescente, chegando a somar 53.584 às 10h43, uma baixa de 1,20%. A bolsa de São Paulo segue o movimento das bolsas internacionais que também apresentam queda ao longo do dia.

Nesta quinta-feira os senadores devem votar ainda a MP 668 - medida que irá aumentar a arrecadação do PIS/Cofins para importações - mais uma do pacote de medidas do Ajuste Fiscal proposto pela equipe economica. A moeda americana continua em alta, subindo 0,8840% às 10h49 frente ao real. Na venda, o dólar era cotado a R$ 3,1730 e na compra R$ 3,1724.

A abertura das ações da Petrobras nas negociações desta manhã foram em alta, no entanto, os papéis ordinários da estatal (PETR3) começaram a ficar instáveis a partir das 10h37, quando passaram de uma alta de 0,07% para uma queda de 0,22% em relação ao último pregão. Por volta das 10h43, os pepéis estavam em queda e eram negociados com uma baixa de 0,67%, cotados a R$ 13,43. Já as ações preferenciais (PETR4) também apresentam queda mesmo depois de se manterem em alta enquanto as ordinárias caíam. Por volta das 10h53, os papéis da estatal se desvalorizavam em 0,08%, vendidas a R$ 12,54. 

Os papéis da estatal negociados na bolsa de Nova York, conhecidos como ADR, também apresentam uma desvalorização nas negociações desta quinta, sendo vendidas a U$ 8,49 às 11h24 (horário de Brasília), uma queda de 1,28%. 

As ações da empresa começaram a ser negociadas em alta por conta do anúncio que a Petrobras pretende fazer uma Oferta Pública Inicial (IPO) ainda no primeiro semestre. A estatal avalia a possível combinação de uma oferta primária com uma secundária, oferecendo parte do capital da BR Distribuidora junto com um aumento de capital, o que iria aumentar seu volume de caixa.

Apesar do contínuo aumento no preço do minério de ferro no porto de Qingdao na China, as ações da Vale apresentam queda nas negociações desta quinta. As preferenciais (VALE5) tinham às 10h49 uma desvalorização de 2,62%, sendo cotadas a R$ 17,12. Já as ordinárias da empresa (VALE3) apresentavam uma queda de 2% às 10h50, sendo vendidas a R$ 20,53. 

No exterior, o dia foi de uma altíssima perda na bolsa chinesa, com o índice Shanghai Composite (SSE) fechando com uma perda de 6,5%, a maior em quatro meses, desde que fechou com uma desvalorização de 7,7% em 19 de janeiro. As negociações encerraram às 04h com a soma de 4,620 pontos. A queda foi após o anúncio que o China Central Huijin Investment, fundo monetário soberano na potência asiática, decidiu reduzir sua participação nos maiores bancos estatais pela primeira vez. A notícia levou os investidores a venderem seus papéis, principalmente no setor bancário.

O motivo da desvalorização encontrada nos mercados do extetior é por preocupações com as possíveis medidas que o governo chinês pode tomar para conter o rali da bolsa no país, além das negociações da dívida externa grega. Nos Estados Unidos, a bolsa de Nova York, Dow Jones, apresentava queda de 0,36% às 10h55 (horário de Brasília), somando 18.097,52 pontos. Na abertura, a bolsa somava 18.154,14 pontos. O índice ingles, (FTSE) também apresentava queda no seu benchmark, somando às 11h 7.021,33, uma desvalorização de 0,17%.

Apesar do movimento de queda no resto do mundo, a bolsa japonesa Nikkei fechou as negociações desta quinta com uma pequena valorização de 0,39%, somando 20.551 pontos às 03h.