Bovespa tem queda nesta terça com Petrobras e cenário exterior

Ainda na expectativa da votação do ajuste fiscal, programada para começar na tarde desta terça-feira (26), aliado com o sinal vermelho das bolsas exteriores, o mercado financeiro brasileiro tem queda. As ações da Petrobras continuam em desvalorização pela terceira negociação seguida, com as ações preferenciais (PETR4) sendo vendidas com uma desvalorização de 1,72 %, e preço de R$ 12,58, por volta de 15h. Já as ordinárias da estatal (PETR3) eram negociadas com uma baixa de 2,46%, cotadas a R$ 13,49. 

O índice Bovespa caía 1,58% por volta das 15h, com um volume de 53.745 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial é vendido com uma valorização de 1,51%, cotado a R$ 3,14. Uma das dificuldades enfrentadas pela Bovespa é o resultado negativo apresentado pelas bolsas do exterior, por exemplo, a americana Dow Jones (NYSE), apresentava às 15h (horário de Brasília), uma desvalorização de 1,19%, com o acúmulo de 18.014 pontos. Já a bolsa inglesa Nasdaq apresenta uma queda de 1,11% no mesmo horário.  

Os ADR's (american Depositary Receipts) da Petrobras também sofrem forte queda no exterior, repercutindo desvalorização de ontem na bolsa brasileira, enquanto nos Estados Unidos não houve cotação por conta do feriado. Informações de que a empresa rescindiu contratos no valor de US$ 5 bilhões com o Grupo Schahin também firam divulgadas na imprensa nesta segunda-feira. Os papéis correspondentes às ações ordinárias têm queda de 6,67% e os relativos às preferenciais caem 6,25%. As cotações estão em US$ 8,54 e US$ 7,95 respectivamente. 

No entanto, a Vale apresenta uma alta nas negociações desta terça, estimulada pelo crescimento também do preço do minério de ferro. A commodity subia 1,6% ás 11h no porto de Qingdao na China. Por volta de 15h os papéis preferenciais (VALE5) da Vale subiam 1,44%, cotadas a R$ 17,60 e as ações ordinárias (VALE3) cresciam 1,56%, sendo vendidas a R$ 20,89.

Os bancos voltaram a cair depois de um dia de recuperação na última segunda-feira. O motivo para os papéis do setor despencarem é o aumento da contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% anunciada na última sexta-feira - mas antecipada pelo mercado desde o início da semana. Os papéis preferenciais do Itau Unibanco (ITUB4) caíam 1,55%, vendidas a R$ 34,88. As ações ordinárias do Bradesco (BBDC3) caem 2,86%, cotadas a 26,89 - já as preferenciais do banco (BBDC4) enfrentavam uma queda de 2,56% no mesmo horário, cotadas a R$ 28,52. As ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) apresentavam uma queda acentuada de 3,10%, vendidas a R$ 23,45 por volta de 15h. 

A queda mais acentuada na Bovespa é da estatal Eletrobras. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu uma audiência pública para discutir dimensionar o déficit de geração hídrica no país, que de acordo com geradores de energia causou um rombo bilionário na conta das hidrelétricas do país. As ações ordinárias da Eletrobras (ELET3) caíam às 15h 5,13%, sendo cotadas a R$ 6,66. As preferenciais da estatal (ELET6) caíam um pouco menos, 3,37% no mesmo horário, sendo vendidas a R$ 9,45.

O Ministério da Educação (MEC) alterou a portaria de procedimentos para a solicitação do Financiamiento Estudantil (FIES), removendo as exceções à regra que determina resultados para conseguir o financiamento. Por conta dessa mudança, as ações ordinárias da Kroton (KROT3) estão despencando 2,51% na tarde desta terça, sendo vendidas a R$ 12,42.