Ações da Petrobras têm queda na Bovespa

As ações da Petrobras apresentam queda nesta quinta-feira (28), um dia após a divulgação do balanço do terceiro trimestre da estatal. As ordinárias, que chegaram a cair 5,65% mais cedo, recuavam 3,32% perto das 12h30. Já as preferenciais caíam 4,75%, depois de recuar quase 7% pela manhã. 

Na quarta-feira, as ações preferenciais da Petrobras caíram 11,21%, cotadas a R$ 9,03, e as ordinárias tiveram queda de 10,48%, a R$ 8,63%, após a divulgação do balanço do terceiro trimestre, que apontou o lucro líquido de mais de R$ 3 bilhões, mas sem as perdas decorrentes da corrupção na empresa. Os papéis da estatal chegaram a cair quase 12% na sessão e influenciaram o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou em queda de 1,85%, aos 47.694 pontos.

A baixa desta quarta-feira foi a maior desde outubro de 2014. A empresa perdeu R$ 13,9 bilhões em valor de mercado, passando de R$ 128 bilhões para R$ 114 bilhões. No início de setembro, a empresa tinha valor de mercado de R$ 310,9 bilhões.

Os papéis da Petrobras despencaram também nos Estados Unidos. Na bolsa de Nova York, a queda foi de 11,7%.

Juntas, as ações preferenciais e ordinárias da petroleira têm participação de 8,3% na carteira do Ibovespa. PDG, Kroton e Usiminas também tiveram quedas superiores a 4%.

Continua a especulação pesada contra os interesses nacionais

A gangorra criminosa de algumas ações de grande liquidez, como Petrobras, poderia merecer uma reflexão daqueles que mais têm a perder: a conscientização do povo que essa especulação, altista ou baixista, não significa, na alta, o lucro do país, ou na baixa, o prejuízo do país. Significa com certeza que tanto na alta quanto na baixa o grande prejudicado é o país - o povo - pois os grandes especuladores não transferem para a segurança, a saúde e a educação do país nenhum benefício.

Isso é a forma mais criminosa de enriquecimento ilícito com a omissão ou desídia das autoridades que deveriam agir. 

Jornal do Brasil vem denunciando essa clara irregularidade desde o ano passado, no primeiro momento em que a corrida eleitoral era policiada pelo anúncio das pesquisas.

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