Ebola, economia e terrorismo marcam 2º dia em Davos

Fórum Econômico Mundial debateu temas diversos

O segundo dia do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, englobou os temas que mais preocupam os líderes mundiais: o avanço do ebola e do terrorismo e os ajustes na economia.

    O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU), David Nabarro, afirmou que o número de novos casos do ebola está diminuindo, mas que é ainda preciso US$ 1 bilhão para dar um "golpe final" no vírus. "A epidemia está entrando em uma nova fase, na qual é necessária uma massiva investigação para achar todos os novos casos e traçar os possíveis contágios", explicou Nabarro. Segundo a ONU, quase 22 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus e nove mil morreram.

    Já o terrorismo foi destaque durante o discurso do presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi. Ele afirmou que "não se pode permitir que o nosso futuro seja ameaçado por uma interpretação errada do Islã", pois ela é uma religião que "prega a tolerância".

    Sisi ainda destacou que seu país quer também contribuir para "encontrar uma solução pacífica para o conflito de Israel e Palestina" e que não medirá esforços para encontrar a paz na região. O mandatário ainda aproveitou para criticar o Ocidente.

    "Ninguém pode monopolizar a verdade, ninguém pode pensar que a própria verdade seja melhor que as outras. O Ocidente precisa respeitar firmemente a diversidade da religião e da cultura islâmica", destacou.

    - Economia: A chanceler alemã, Angela Merkel, fez um discurso na entidade e arrancou aplausos ao defender a política econômica de seu país.

    Ela voltou a afirmar que "este é o momento dos países da zona do euro fazerem sua lição de casa" e elogiou as reformas econômicas feitas pela Itália.

    "Há esforços de reformas na Itália que, finalmente, dão um sinal importante com o fato de [Matteo] Renzi estar aqui. A Itália está realizando reformas ambiciosas e a França está no caminho para fazê-las", destacou a chanceler.

    Tanto italianos como franceses, constantemente, criticam a política de austeridade alemã. Ambos pedem que o bloco econômico se preocupe mais com a volta do crescimento do que com políticas restritivas.

    Merkel também afirmou que quer a continuidade da Grécia na União Europeia e que é necessário "restabelecer a integridade da Ucrânia com o fim dos confrontos em Donetsk e Lugansk". Segundo ela, o conflito "ameaça" o fim da paz no continente europeu.