Firjan defende coordenação fiscal e monetária para evitar juros excessivos

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) defendeu hoje (21) a coordenação entre as políticas fiscal e monetária, como forma de evitar que o novo ciclo de elevação das taxas de juros seja excessivo. A posição do órgão foi manifestada em nota oficial sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que, pela terceira vez consecutiva, reajustou os juros básicos da economia.

O aumento da taxa Selic foi de 0,5 ponto percentual, alcançando 12,25% ao ano.

De acordo com a Firjan, “a combinação de crescimento próximo de zero e inflação elevada, observada em 2014 e esperada para 2015, constitui cenário particularmente difícil para implementação da política econômica”. Diante desse quadro, a Firjan entende que o ajuste fiscal deve privilegiar a diminuição dos gastos públicos de natureza corrente.

Para a federação, que representa o setor industrial fluminense, a opção pela diminuição dos investimentos públicos ou pelo aumento adicional da carga tributária “deprimiria ainda mais a confiança de empresas e consumidores, marcando um retrocesso na busca por crescimento mais elevado e sustentável no longo prazo”.