USB, Citigroup, JP Morgan, Royal Bank e HSBC pagarão US$ 3,3 bi por manipulação

Eles fizeram acordo com autoridades para pagar valor

Cinco bancos mundiais terão que pagar mais de US$ 3,3 bilhões às autoridades reguladoras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da Suíça por manipulação de valores nos mercados de câmbio, informaram as entidades nesta quarta-feira (12). O UBS terá que pagar cerca de US$ 800 milhões, o Citigroup pagará US$ 668 milhões, o JP Morgan acertou a quantia de US$ 662 milhões, o Royal Bank of Scocia pagará US$ 634 milhões e o HSBC outros US$ 618 milhões. Já o Barclays, que também estaria envolvido no esquema, ainda negocia qual o valor da multa que terá que pagar.

    Segundo as investigações, as instituições financeiras criaram uma espécie de "cartel" oculto, em que trocavam informações reservadas para manipular o mercado de câmbio de moedas e, em particular, os índices nas taxas de câmbio utilizadas pelos fundos e derivados. Chamado de G10, o painel inclui as 10 moedas mais utilizadas no mundo e é um mercado que movimenta mais de US$ 5,3 trilhões por dia. A Comissão do Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) afirmou em nota que "no mundo privado, as empresas contam com essas taxas para fazer os seus contratos financeiros, baseando-se na confiança fundamental da integridade desses índices".

    "O mercado funciona somente se houver confiança que o processo de constituição desses índices for justo, não corrompido por manipulações de alguns dos principais bancos do mundo", disse o órgão norte-americano. Já a Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) divulgou comunicado afirmando que as instituições "não controlaram corretamente suas operações de câmbio de divisas de moedas". A FCA seguiu a linha do CFTC e ressaltou que "as infrações dos bancos abalam a confiança no sistema financeiro britânico e o colocam em perigo".

    O Barclays anunciou que está buscando uma solução mais "coordenada" com os dois órgãos para fechar um acordo global. A entidade estava nesse primeiro acordo, mas desistiu em cima da hora da negociação - sem explicar os motivos. Por causa da divulgação desse crime, o Banco da Inglaterra anunciou a demissão do responsável pelo setor de câmbio, Martin Mallett, por reconhecer que ele "estava consciente que os bancos trocavam informações sobre os pedidos dos clientes" para manipular os preços. Segundo a agência Bloomberg, a investigação independente do banco destacou que "ele não agiu de má fé e não estava envolvido nas condutas ilegais". (ANSA)