Índice Nacional da Construção Civil varia 7,80% em junho

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa, apresentou variação de 7,80% em junho, ficando 12,92 pontos percentuais acima da taxa de maio (-5,12%). O resultado do mês reflete o retorno da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, que havia vigorado em abril e maio. 

A desoneração, vigente a partir de 1º. de abril, teve seus efeitos interrompidos em 03 de junho, em função da perda de validade da medida provisória que a criou (MP 601/12, 28/12/2012). Entre outros aspectos, a MP havia retirado os 20% da contribuição previdenciária incidente sobre o setor, o que impactou integralmente no resultado de maio.

A variação acumulada está em 4,10%, considerando o primeiro semestre do ano, enquanto em igual período de 2012 havia ficado em 3,26%. O resultado dos últimos doze meses passou para 6,54%, ficando 7,01 pontos percentuais acima dos -0,47% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em junho de 2012, o índice foi de 0,70%.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 826,34, em junho subiu para R$ 890,76, sendo R$ 460,89 relativos aos materiais e R$ 429,87 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,10%, caindo 0,36 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,46%); já a mão de obra teve variação de 1,80%, subindo 13,12 pontos percentuais em relação a maio (-11,32%). Nos seis primeiros meses do ano, os acumulados são: 1,56% (materiais) e 6,97% (mão de obra), enquanto, em doze meses, foram de 3,04% (materiais) e 10,57% (mão de obra).

A Região Sul, com variação de 8,75%, apresentou a maior alta, ao se encerrarem os efeitos da MP 601/12 na folha de pagamento, em junho. Os demais resultados são os seguintes: 6,45%(Norte), 6,73%(Nordeste), 8,66%(Sudeste) e 7,48%(Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 886,83 (Norte), R$ 828,76 (Nordeste), R$ 939,23 (Sudeste), R$ 906,77 (Sul) e R$ 884,59 (Centro-Oeste).

A Região Sul ficou também com a maior variação nos últimos doze meses (8,84%).

Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Santa Catarina, com variação de 10,05%, registrou a maior alta do mês de junho. Acre, Ceará, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal também tiveram reajustes salariais decorrentes de acordo coletivo que pressionou os resultados.