Indústria prevê economia pior e mais investimentos em 2013

A indústria brasileira está mais pessimista em relação ao desempenho da economia do País para este ano. De acordo com as perspectivas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto (PIB) de 2013, que é a soma de todas as riquezas produzidas no País, vai crescer apenas 2%, contra projeção anterior de 3,2% feita no primeiro trimestre. A previsão é bem menor do que a expectativa do Banco Central, que espera alta de 2,7% no PIB deste ano. As informações são do documento "Perspectivas da Economia Brasileira", divulgado nesta quinta-feira pela CNI.

No entanto, a indústria acredita que o País deve receber mais investimentos. A previsão, que era de aumento de 4% na formação bruta de capital fixo (indicador que mede justamente a quantidade de recursos estrangeiros que financiam obras e projetos), passou para 5,1% no informe de hoje. A revisão foi feita após divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a respeito dos indicadores econômicos dos três primeiros meses deste ano. No período, o investimento cresceu 4,6% em relação aos três últimos meses de 2012.

A indústria também esta mais pessimista em relação à trajetória dos juros básicos da economia. Antes a previsão era de que a taxa Selic permanecesse na mínima histórica de 7,25%. No entanto, as recentes pressões inflacionárias forçaram o Banco Central (BC) a aumentar a taxa de juros, que atualmente está em 8% ao ano. Para a CNI, a Selic vai fechar 2013 em 9,5%, contra projeção do trimestre anterior de 8,25%. Mesmo com o "remédio" adotado pelo governo na tentativa de conter a alta dos preços este ano, a expectativa é que a inflação atinja 6% ao final de 2013, quando a estimativa anterior era de 5,7%.