Dólar sobe nas primeiras ofertas do dia

O dólar comercial opera com ganhos de 0,31% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,263 na compra e R$ 2,265 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, após atuar por três vezes o Banco Central deu liquidez á demanda por dólares mas não conteve nova desvalorização da moeda brasileira. O Real atingiu a menor cotação frente ao dólar desde abril de 2011. O fenômeno não é somente brasileiro, embora o real seja destaque de queda em função do alto déficit em transações correntes do país. O peso mexicano cai 12,5% em seis semanas e o peso colombiano 9%. A atuação do BC brasileiro também não é único. Na Turquia, a autoridade monetária atuou por seis vezes ontem. Para hoje os mercados parecem que vão dar um respiro. Alguns exageros são evidentes em alguns ativos e as moedas operam com viés de valorização em relação ao dólar. A mesma tendência é esperada por aqui. Importante indicador de inflação é esperado para logo cedo e se não houver surpresa muito negativa, teremos uma sexta-feira um pouco mais tranquila.

Entre os dados globais que ganham destaque, ontem, 20, a zona do euro deu um novo passo para uma união bancária, ao alcançar um acordo de princípio sobre a recapitalização direta dos bancos pelo fundo de resgate da União Europeia, algo prometido há um ano em plena crise bancária espanhola. Reunidos em Luxemburgo os ministros das Finanças dos 17 países membros da zona do euro aprovaram as linhas gerais deste mecanismo que deve "garantir a estabilidade da zona do euro" e evitar "o contágio entre crise bancária e crise da dívida soberana", segundo os termos do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial, teve variação de 0,38% em junho e ficou abaixo do IPCA-15 de maio, cuja taxa foi 0,46%. Vale ressaltar que remédios e os alimentos foram os principais responsáveis pela desaceleração.