Dólar sobe mais de 2% nesta quinta-feira

O dólar comercial opera com ganhos de 2,68% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,262 na compra e R$ 2,264 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a alta dos juros futuros no mercado americano atraiu compra por dólares do mundo todo e países mais frágeis, como o Brasil, acabam sofrendo pressão adicional. Como nosso déficit em conta corrente beira os 3% do PIB, investidores observam o movimento externo do dólar como especialmente corrosivo para o real. O movimento permanece no dia de hoje. Moedas emergentes já mostram fraqueza e o euro cai 0,61% aos US$ 1,3214. Apesar do bom indicador da indústria da zona do euro, o euro também sofre desvalorização. O dia de hoje será especialmente volátil com o mercado ansioso na oferta de swap cambial por parte do Banco Central no intuído de amenizar a variação do real. A busca por hedge deve se intensificar e novas medidas cambiais podem atenuar as variações, mas não mudar a tendência do dólar.

E diante deste cenário, o Banco Central (BC) iniciou o dia com intervenção no mercado de câmbio. Às 9h20, o BC anunciou leilão de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro. O BC negociou todos os contratos ofertados no leilão. Foram 30 mil contratos com vencimento em 2 de setembro e outros 30 mil, em 1º de outubro. O valor total da primeira data de vencimento ficou em US$ 1,495 bilhão, e no segundo caso, US$ 1,491 bilhão.

O resultado da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), continua influenciando a sessão de hoje no mercado de câmbio. O presidente da instituição financeira dos Estados Unidos, Bem Bernanke, informou que o Fed manteve a taxa de juros inalterada e também não mexeu no programa de recompras de títulos, que era a maior preocupação do mercado nas últimas semanas.     

No Velho Continente foram divulgadas as prévias dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da região. O PMI de serviços da Alemanha deve subir a 51,3 pontos em junho, após ter registrado 49,7 pontos no mês de maio de 2013, segundo dados do Instituto de pesquisas Markit Economics. Já o PMI composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da zona do euro deverá registrar 48,9 pontos em junho, ante os 47,7 pontos do mês anterior.    

Além disso, o Escritório de Estatísticas Nacional, ONS, revelou que as vendas no varejo britânico subiram 2,1% em maio se comparadas ao resultado imediatamente anterior. O resultado veio acima por analistas que era uma alta de 0,8% e também do resultado do mês anterior quando registrou -1,1%.

E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre revelou que a taxa de desocupação foi estimada em 5,8% no mês de maio, sem variação em relação ao resultado apurado em abril (5,8%).