Bolsas fecham em queda, exceto o Ibovespa      

Investidores continuaram reagindo com pessimismo às declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e as principais bolsas de valores mundiais fecham em forte queda. Aqui no Brasil, o Ibovespa descola do cenário internacional e encerra pregão em alta.

Na Ásia, as bolsas encerraram a sessão com forte queda, após a sinalização, feita ontem por Ben Bernanke, de que a redução no ritmo de estímulos monetários nos EUA deverá ocorrer ainda neste ano. Além disso, na China, o resultado do PMI apontando a fragilidade da atividade industrial local também pesou sobre os índices na região.No gigante asiático, a produção industrial seguiu fraca em junho, conforme sinalizado pela prévia do índice PMI Markit. O índice chegou a 48,3 pontos, recuando em relação a maio, quando alcançou 49,2 pontos.

As bolsas europeias tiveram fortes quedas nesta quinta-feira, com o FTSE 100 de Londres caindo 2,98%, a 6.159,51 pontos. Em Frankfurt, o DAX 30 caiu 3,28%, a 7.928,48 pontos, enquanto em Paris, o CAC 40 teve queda de 3,66%, fechando a 3.698,93 pontos.No Velho Continente foram divulgadas as prévias dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da região. O PMI de serviços da Alemanha deve subir a 51,3 pontos em junho, após ter registrado 49,7 pontos no mês de maio de 2013, segundo dados do Instituto de pesquisas Markit Economics. Já o PMI composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da zona do euro deverá registrar 48,9 pontos em junho, ante os 47,7 pontos do mês anterior.

Além disso, o Escritório de Estatísticas Nacional, ONS, revelou que as vendas no varejo britânico subiram 2,1% em maio se comparadas ao resultado imediatamente anterior. O resultado veio acima por analistas que era uma alta de 0,8% e também do resultado do mês anterior quando registrou -1,1%.Em Wall Street, bolsas despencam no fechamento no pior nível do ano, com perdas de mais de 2% em seus principais indicadores após as declarações do presidente do Federal Reserve. Com isso, o índice Dow Jones perdeu 2,34% aos 14.758 pontos; o S&P 500 teve desvalorização de 2,50% a 1.588 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq operava com perdas de 2,28% aos 3.364 pontos.

Na região, o departamento do Trabalho anunciou que os pedidos semanais de seguro desemprego no País registraram um aumento inesperado na segunda semana de junho. Foram registrados 354.000 novos pedidos de seguro desemprego na semana que terminou em 15 de junho, um aumento de 5,3% em relação à semana anterior, segundo dados corrigidos de variações sazonais, cifra superior à média de 336.000 prevista pelos analistas.

Aqui no Brasil, o Ibovespa fecha em alta, puxado por OGX, contrariando o movimento observado no início da sessão. Com isso, o pregão nacional registrou valorização de 0,67%, aos 48.214 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 12.187 bilhões.Na agenda de indicadores brasileiros, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre revelou que a taxa de desocupação foi estimada em 5,8% no mês de maio, sem variação em relação ao resultado apurado em abril (5,8%).

Na renda fixa, os juros futuros fecharam em alta. O contrato de DI, com vencimento em julho de 2013, o mais negociado, encerrou com taxa anual de 7,76%. Uma valorização de 0,51% em relação ao dia anterior. E o dólar encerrou a sessão de hoje com forte alta de 2,40% e mantém maior valor em quatro anos. Com isso, a moeda norte-americana terminou cotada a R$ 2,256 na compra e R$ 2,258 na venda.