Bolsas despencam e dólar sobe com decisão do Fed

As principais bolsas de valores mundiais apresentam queda nesta quinta-feira, 20, após a decisão do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) de manter seu programa de estímulo à economia norte-americana sem alterações.

E como não era difícil de prever, as bolsas asiáticas encerraram a sessão com forte queda, após a sinalização, feita ontem por Ben Bernanke, de que a redução no ritmo de estímulos monetários nos EUA deverá ocorrer ainda neste ano. Além disso, na China, o resultado do PMI apontando a fragilidade da atividade industrial local também pesou sobre os índices na região.

No gigante asiático, a produção industrial seguiu fraca em junho, conforme sinalizado pela prévia do índice PMI Markit. O índice chegou a 48,3 pontos, recuando em relação a maio, quando alcançou 49,2 pontos.

Enquanto isso, na Europa, as bolsas caminham para um fechamento em queda. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 3,68%, aos 3.698 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 3,02%, aos 7.949 pontos. E o índice FTSE-100 perdia 2,75%, aos 6.174 pontos.

No Velho Continente foram divulgadas as prévias dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da região. O PMI de serviços da Alemanha deve subir a 51,3 pontos em junho, após ter registrado 49,7 pontos no mês de maio de 2013, segundo dados do Instituto de pesquisas Markit Economics. Já o PMI composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da zona do euro deverá registrar 48,9 pontos em junho, ante os 47,7 pontos do mês anterior.

Além disso, o Escritório de Estatísticas Nacional, ONS, revelou que as vendas no varejo britânico subiram 2,1% em maio se comparadas ao resultado imediatamente anterior. O resultado veio acima por analistas que era uma alta de 0,8% e também do resultado do mês anterior quando registrou -1,1%.

Em Wall Street, o cenário não é diferente e bolsas caem. Com isso, o índice Dow Jones perdia 1,52% aos 14.882 pontos; o S&P 500 tinha desvalorização de 1,70% a 1.601 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq operava com perdas de 1,53% aos 3.390 pontos.

Na região, o departamento do Trabalho anunciou que os pedidos semanais de seguro desemprego no País registraram um aumento inesperado na segunda semana de junho. Foram registrados 354.000 novos pedidos de seguro desemprego na semana que terminou em 15 de junho, um aumento de 5,3% em relação à semana anterior, segundo dados corrigidos de variações sazonais, cifra superior à média de 336.000 prevista pelos analistas.

Aqui no Brasil, o Ibovespa acompanha o cenário externo e despenca. Há pouco, o índice recuava 2,62%.

E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre revelou que a taxa de desocupação foi estimada em 5,8% no mês de maio, sem variação em relação ao resultado apurado em abril (5,8%).

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2015, o mais negociado, apresentava taxa anual de 10,55%.

Já o dólar opera com ganhos de 2,59%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,262.