Dólar apresenta desvalorização nesta sexta-feira

O dólar comercial opera com perdas de 0,47% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,130 na compra e R$ 2,132 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o dia de ontem foi calmo para o mercado de câmbio em geral e em particular para os emergentes, foi dia de retorno das cotações. Somando-se com a medida de zerar o IOF pra posições vendidas, o dólar fechou na mínima do dia. Ao longo da sessão, notícias do WSJ de que o FED usará a próxima reunião da semana que vem para deixar claro que não pretende subir juros no curto prazo. Não existirá relação entre o fim do programa de recompra de títulos com início do aumento dos juros. Esse fato estancou a saída de recursos dos emergentes, interrompendo o movimento de realocação de portfólios. Para hoje o euro se desvaloriza frente o dólar, acentuando a queda depois da divulgação da piora do nível de emprego na zona do euro. Moedas emergentes seguem estáveis em relação ao dólar. Tendência de abertura estável, com leve viés de alta para o dólar enquanto aguardam-se os números de produção industrial e confiança do consumidor nos EUA.

Entre as notícias globais, a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, anunciou que o mercado trabalhista na zona euro continua se deteriorando com uma diminuição de 0,5% no número de empregos no primeiro trimestre de 2013 em relação ao trimestre anterior.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Banco Central dos EUA), publicou que a produção industrial subiu ligeiramente no País em maio. A alta foi de 0,1% em relação a abril, que consideram as variações sazonais, informou o Fed em um comunicado. O número veio abaixo das estimativas de analistas que era uma alta de 0,2%.

Além disso, a Universidade de Michigan revelou que a confiança dos consumidores deve piorar nos Estados Unidos em junho. O indicador deverá recuar 1,8 pontos em relação a maio, segundo os dados preliminares da instituição, a 82,7 pontos, enquanto a média das previsões dos analistas apontava para uma alta maior, a 84,5 pontos.

E abrindo a agenda de indicadores econômicos brasileiros, a Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) variou 0,63% em junho. A taxa apurada em maio foi de -0,09%.    Por fim, a atividade econômica registrou avançou 0,84% em abril com relação ao mês imediatamente anterior, na série dessazonalizada, de acordo com informações divulgadas através do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).