Petróleo fecha em alta em Nova York a 96,69 dólares o barril  

Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira em Nova York, em um mercado estimulado por dados da atividade econômica nos Estados Unidos, considerados como um indicador positivo para o consumo de petróleo da maior economia mundial.

O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em julho subiu 81 centavos a 96,69 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex).Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho, fechou a 104,24 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), uma alta de 76 centavos com relação ao fechamento de quarta-feira. "O mercado se fortalece graças a aparente solidez da economia norte-americana", disse Carl Larry, da consultora Oil Outlooks and Opinion.

Os novos pedidos de seguro-desemprego caíram em 12.000 a 334.000 na primeira semana de junho, se aproximando do mínimo em cinco anos registrado no começo de maio.No entanto, as vendas varejistas registraram uma forte alta em maio, acima das expectativas dos analistas, projetando um panorama positivo para o consumo, o motor do crescimento econômico nos Estados Unidos. "Espera-se que a economia desacelere um pouco antes do verão (do hemisfério norte), mas os dados de hoje dão otimismo aos investidores. Gradualmente, mas com firmeza, a demanda (de petróleo) se fortalece", explicou Larry.

Os preços de petróleo começaram o dia com perdas, puxados pela revisão para baixo das estimativas de crescimento feitas pelo Banco Mundial para 2013.Além disso, a queda dos mercados asiáticos, de 6% na bolsa de Tóquio e de 2,83% em Xangai, reforçou os temores dos operadores sobre uma desaceleração do crescimento mundial, que também prejudique os países emergentes. "Isso implica uma menor demanda de petróleo, em um momento em que a produção da Opep (Organização de Países Produtores de Petróleo) atinge seu máximo em sete meses" e os operadores temem uma sobre-oferta, disse o analista independente Andy Lipow.

Contudo, Larry disse que "os Estados Unidos continuam sendo o maior consumidor mundial de produtos derivados do petróleo" e "a economia norte-americana mostra sinais de solidez, o que permite que os preços aumentem".