Dólar fecha em queda de 0,51% com mudança de IOF   

O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira, 13, demonstrando uma reação tímida à decisão do governo de zerar o IOF sobre derivativos cambiais. Com isso, a moeda norte-americana desvalorizou 0,51%, cotada a R$ 2,140 na compra e R$ 2,142 na venda.

Na noite de ontem, em anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi divulgado que o governo zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) das operações de compra e venda de dólar no mercado futuro. A medida tem como objetivo diminuir as barreiras à venda de dólares no mercado futuro.

A alíquota estava em 1% desde setembro de 2011 e incidia tanto sobre o aumento da posição vendida como da redução da posição comprada. Segundo o ministro, a retirada do imposto foi necessária para estimular a entrada de dólares no momento em que a cotação da moeda norte-americana está em alta. A notícia foi anunciada após o dólar comercial fechar o dia no maior nível em quatro anos.

Segundo análise de Sidnei Moura, da NGO Assessoria Financeira, os bancos tinham a convicção de que o governo seria levado a desonerar os derivativos do IOF de 1%, para que o mercado passasse a ser o agente da liquidez no mercado futuro. “Por isso atenderam a demanda das empresas aumentando suas posições vendidas no mercado futuro de dólar num cenário de alta do preço”, disse.

“Vamos ter o ajuste na taxa cambial com apreciação do real e volatilidade, pois haverá disputa de interesses entre comprados e vendidos no mercado futuro. Certamente, a medida contribui para que ocorram ingressos de recursos externos, com predominância de cunho especulativo, melhorando o fluxo cambial. Contudo, a perspectiva das contas externas brasileiras continuará preocupante, o que pode determinar uma alta do preço da moeda americana mais gradual ao longo do ano”, completa.