Índice Nacional da Construção Civil varia -5,12% em maio

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a CAIXA, apresentou variação de -5,12% em maio, ficando 5,81 pontos percentuais abaixo da taxa de abril (0,69%). O resultado do mês reflete a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, em vigor desde primeiro de abril deste ano. A desoneração foi regulamentada através da Medida Provisória nº 601, de 28 de dezembro de 2012, tratando do cálculo dos encargos sociais, que retirou os 20% relativos à contribuição previdenciária incidente na folha de pagamento.

Desta forma, considerando o período de janeiro a maio, a variação acumulada está em -3,42%, enquanto em igual período de 2012 havia ficado em 2,55%. O resultado dos últimos doze meses passou para -0,47%, ficando 6,07 pontos percentuais abaixo dos 5,60% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em maio de 2012, o índice foi de 0,66%.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em abril fechou em R$ 870,97, em maio caiu para R$ 826,34, sendo R$ 460,08 relativos aos materiais e R$ 366,26 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,46%, subindo 0,38 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,08%); já a mão de obra teve variação de -11,32%, caindo 12,69 pontos percentuais em relação a abril (1,37%). Nos cinco primeiros meses do ano, os acumulados são 1,39% (materiais) e -8,86% (mão de obra), enquanto, em doze meses, foram de 3,03% (materiais) e –4,55% (mão de obra).

Região Norte apresenta maior queda em maio: -5,60%

A Região Norte, com variação de -5,60%, apresentou a maior queda, com a desoneração da folha de pagamento, em maio. Os demais resultados foram: -5,50%(Centro-Oeste), -5,20% (Nordeste), -5,12% (Sul) e -4,87% (Sudeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, mais altos são os do Sudeste (R$ 864,41), seguindo-se: Sul (R$ 833,81), Norte (R$ 833,07), Centro-Oeste (823,05) e Nordeste (R$ 776,47).

A Região Sul ficou com a maior variação nos últimos doze meses, atingindo 1,89%.

Paraíba (-1,29%) e Santa Catarina (-2,80%) registram as menores quedas

Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Paraíba e Santa Catarina registraram as menores quedas, com taxas mensais de -1,29 e -2,80%. Tocantins (-2,89%), Alagoas (-2,92%), Sergipe (-3,70%), Espírito Santo (-3,40%) e São Paulo (-3,86%) também celebraram acordo coletivo, contribuindo para amenizar a queda derivada da desoneração da folha de pagamento.