Bolsas mundiais têm movimento misto nesta sexta-feira

Dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos e redução do rating do Brasil contribuem para movimento misto nas bolsas globais nesta sexta-feira. Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta desempenho negativo por conta do rebaixamento da nota para a economia brasileira pela agência de classificação de risco Standard&Poor's.

Na Ásia, os mercados encerraram em queda antes da divulgação dos indicadores do mercado de trabalho dos EUA (payroll). No Japão, o fortalecimento do iene ante as demais moedas também influenciou negativamente as negociações no mercado acionário local, que acumula três dias consecutivos de perdas.

Na Europa, os índices caminham para um fechamento em alta. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 1,78%, aos 3.882 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 1,95%, aos 8.256 pontos. E o índice FTSE-100 ganhava 1,19%, aos 6.411 pontos.

Na região, o Ministério da Economia da Alemanha anunciou que a produção industrial do País apresentou avanços em abril, um resultado superior que o previsto pelos analistas. A indústria avançou 1,8% em abril. Analistas esperavam que o indicador ficasse estável no período. No mês anterior o número apresentado foi uma alta de 1,2%.

Além disso, o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês), revelou que a balança comercial de bens no Reino Unido referente ao mês de abril de 2013 registrou déficit de £ 2,5 bilhões em comparação a um déficit de £ 3,2 bilhões em março.

Em Wall Street, bolsas sobem com dados sobre o mercado de trabalho da região. Com isso, o índice Dow Jones ganhava 1,22% aos 15.223 pontos; o S&P 500 tinha valorização de 1,05% a 1.639 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq operava com ganhos de 0,91% aos 3.455 pontos.

Por lá, o Departamento de Trabalho anunciou que a criação de postos de trabalho seguiu em aumento no País em maio, mas a taxa de desemprego também registrou uma alta, se situando em 7,6%. A economia americana criou 175.000 empregos a mais do que suprimiu em maio. Os analistas previam 159.000 novas contratações líquidas, mas não esperavam mudanças na taxa de 7,5% de desemprego.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta desempenho negativo por conta da redução da nota para a economia brasileira. Há pouco, o índice recuava 0,58%.

Abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) publicou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,37% em maio, 0,18 ponto percentual abaixo da taxa de 0,55% registrada em abril. Vale destacar que essa é a menor taxa para o IPCA desde junho de 2012 (0,08%).  E a principal contribuição para a queda veio do grupo Saúde e Cuidados Pessoais onde a sua variação caiu de 1,28% em abril para 0,94% em maio, e se manteve como o grupo de maior variação.

E contribuindo para a cautela dos investidores nacionais, a agência de classificação de risco Standard&Poor's diminuiu, de neutra para negativa, a perspectiva de nota para a economia brasileira. A avaliação sobre a dívida do país não foi alterada, mas a agência americana indicou que poderá reduzir a nota nos próximos comunicados. Segundo o documento da agência, o baixo crescimento da economia e a redução do esforço fiscal pela equipe econômica podem representar sinais de que o país não conseguirá permanecer reduzindo a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Na renda fixa, os juros futuros operam em queda. Instantes atrás, o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 8,58%.

Já o dólar opera com ganhos de 0,47%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,132.