Ibovespa recua em linha com o mercado europeu

Nesta quinta-feira, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta mais uma vez desempenho negativo em linha com o mercado externo, onde investidores avaliam os números apresentados nesta manhã pelo Banco Central Europeu (BCE). Há pouco, o índice desvalorizava 0,72%, aos 52.417 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.950 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, ontem a bolsa de valores brasileira caiu forte, fechando em queda de 2,26%, influenciado principalmente por Petrobras e Vale. E hoje pela manhã o minério de ferro caia 2,30% na China, fato que impactará negativamente as ações da Vale, ao menos agora na abertura. Já o Petróleo operava muito próximo da estabilidade. Como destaque para o dia, ainda temos o Banco do Brasil, que esta esperando a definição da taxa de juros do BCE para captar entre € 500 e € 700 milhões. Além destes fatores, é importante ressaltar que os investidores estrangeiros reduziram a sua posição vendida, apesar de manterem a aposta na queda. Em parte, esse resultado veio da decisão de retirada do IOF, que acabava por influenciar tal posição.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da JBS (ON) que avançavam 3,90% e a Natura (ON) que apresentavam alta de 2,20%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Eletrobras (PNB), que recuavam 3,28% e a Sid Nacional (ON) que apresentavam revés de 2,64%.

E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), indicador que mede as alterações de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais, variou 0,32% em maio.        

Além disso, ganha destaque internamente a Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (Copom). O documento aponta que a decisão de aumentar a taxa Selic contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano.

Já entre as informações globais, números apresentados pelo BCE deixam investidores cautelosos. Hoje, a Instituição decidiu manter a taxa básica de juros sem mudanças, em 0,50%, em vigor desde maio e que marca seu nível histórico mais baixo. Esta decisão não significa nenhuma surpresa para os economistas, que não esperavam nenhum gesto novo da instituição monetária de Frankfurt após a redução das taxas em maio.

Além disso, o BCE revelou que revisou nesta em baixa a previsão de crescimento para 2013 na Eurozona, mas se mostrou um pouco mais otimista para 2014. A Instituição espera uma contração de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro este ano e prevê crescimento de 1,1% em 2014.

Por outro lado, o Ministério da Economia da Alemanha anunciou que às encomendas à indústria recuaram 2,3% em abril, já com ajustes sazonais. No mês anterior o resultado ficou positivo em 2,3%.

Para finalizar, os pedidos de seguro-desemprego caíram nos Estados Unidos na última semana de maio, segundo números divulgados nesta quinta-feira, pelo departamento de Trabalho. Na semana que terminou no dia 1 de junho, foram apresentados 346.000 pedidos de seguro desemprego, 3% a menos que na semana anterior, segundo dados corrigidos de variações sazonais, um pouco melhor do que as previsões dos analistas, que esperavam 348.000 novos pedidos.