Dólar é cotado a R$ 2,132 na venda

O dólar comercial opera estável nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,130 na compra e R$ 2,132 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, "a mudança do IOF acabou não causando os efeitos que o governo e boa parte do mercado esperavam. Após abrir em queda de mais de 1%, o dólar se recuperou e foi preciso intervenção do BC, realizando swap cambial para que a moeda fechasse praticamente estável. Como o fim do IOF traz possibilidade de fluxo, mas não uma certeza, investidores preferiram se concentrar nas condições atuais e pressionaram o real. Para hoje, a tendência é de desvalorização do dólar frente às principais moedas. O movimento poderá ser visto por aqui, ainda com pequena intensidade. Tanto o ministro Mantega quanto a presidente Dilma deram declarações que desanimaram posições vendidas em dólar ao longo do dia e obrigou à reavaliação por parte dos vendedores. O movimento cambial é semelhante em todos os países emergentes, não sendo pressão somente no Real. O ambiente externo e indicadores de emprego nos EUA continuam sendo os principais direcionadores para o câmbio no curto prazo. Teremos divulgação do seguro desemprego semanal e esse indicador poderá trazer mais volatilidade ao câmbio. O grande número da semana será conhecido amanhã, quando será divulgada a geração de empregos total (payroll)".

Na Europa, o Ministério da Economia da Alemanha anunciou que as encomendas à indústria recuaram 2,3% em abril, já com ajustes sazonais. No mês anterior o resultado ficou positivo em 2,3%.    

Além disso, o Instituto Nacional de Estatísticas (INSEE) revelou que o desemprego subiu na França no primeiro trimestre para 10,4%, o maior em 15 anos.  Em alta desde meados de 2011, a taxa de desemprego subiu 0,3%, atingindo 10,4% no primeiro trimestre, anunciou nesta quinta-feira o INSEE. Se os dados dos departamentos de ultramar forem considerados, o desemprego total chega a 10,8% (+0,3%).

Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego caíram nos Estados Unidos na última semana de maio, segundo números divulgados nesta quinta-feira, pelo departamento de Trabalho. Na semana que terminou no dia 1 de junho, foram apresentados 346.000 pedidos de seguro desemprego, 3% a menos que na semana anterior, segundo dados corrigidos de variações sazonais, um pouco melhor do que as previsões dos analistas, que esperavam 348.000 novos pedidos.

E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), indicador que mede as alterações de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais, variou 0,32% em maio.    

Por fim, ganha destaque internamente a Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (Copom). O documento aponta que a decisão de aumentar a taxa Selic contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano.