Dólar recua nas primeiras ofertas do dia

O dólar comercial opera com queda de 0,61% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,112 na compra e R$ 2,114 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o dia de hoje promete ser agitado para o câmbio por dois grandes motivos. O primeiro é o leilão de cerca de US$ 4 bi, via cetip, papéis cambiais do Banco Econômico, em liquidação. Essa operação foi agendada desde semana passada e não é novidade para o mercado que já vem ajustando desde ontem os preços à essa oferta. O segundo evento importante no dia fica por conta do discurso de dois membros votantes do Fed no início da tarde. Qualquer declaração que possa indicar quando e como iniciará o fim do programa de compra de títulos por parte do FED tem efeito imediato na curva de juros e no dólar perante as principais moedas do mundo. Como a correlação com as outras moedas está elevada, e justificada pelo próprio presidente Tombini, como fator de não intervenção do BC, a variação externa tende a ser acompanhada de perto pelo Real. Para hoje, ajustes para baixo do dólar tende a ser a tendência da abertura, com a ligeira desvalorização do dólar também lá fora.

Na Europa, o Ministério do Trabalho da Espanha informou que o número de desempregados no país voltou a cair em maio, pelo terceiro mês consecutivo, mas continua elevado, com 4,89 milhões de pessoas sem emprego.    

Por outro lado, a Eurostat revelou que o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da Zona do Euro recuou 0,6% em abril frente ao mês anterior. O número veio abaixo do esperado por analistas, uma queda de 0,2% na comparação mensal.    

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio afirmou que o déficit comercial do País se agravou em abril em consequência do aumento das importações. O saldo negativo ficou em US$ 40,3 bilhões, 8,5% a mais que em março, quando havia registrado queda de 15,2%, dentro das previsões dos analistas para abril, que calculavam o resultado em US$ 41 bilhões.

Aqui no Brasil, a Fundação Getulio Vargas divulgou que o Índice de Confiança da Construção (ICST) apresentou melhora relativa no trimestre finalizado em maio, ao registrar queda de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este é o segundo mês consecutivo em que o indicador evolui favoravelmente nesta base de comparação. Além disso, o resultado sinaliza aceleração gradual do nível de atividade econômica do setor ao longo do segundo trimestre de 2013.    

E no mesmo sentido, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que em abril, já descontadas as influências sazonais, a produção industrial avançou 1,8% frente ao mês imediatamente anterior, segundo resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. Entre as atividades, as principais influências positivas foram assinaladas por veículos automotores (8,2%), máquinas e equipamentos (7,9%) e alimentos (4,8%).