O dólar comercial opera com ganhos de 0,10% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,051 na compra e R$ 2,053 na venda.
De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a moeda brasileira continua flutuando ao sabor do ambiente externo e acompanha de perto as implicações que a possível retirada dos estímulos americanos a economia. Qualquer discurso, indicador de emprego nos EUA terá correlação imediata com a variação cambial por aqui ao longo dos próximos dias. O real continua em ritmo de desvalorização, chegando já ao patamar de R$ 2,05 e ainda sem nenhum sinal do Banco Central (BC). A pressão negativa dos mercados hoje não tem grandes influências no dólar frete às demais moedas. Euro até registra valorização, retornando ao patamar de US$ 1,29. A queda do crescimento chinês não gera busca por segurança e o dólar está acomodado perto da estabilidade. Essa tendência será observada por aqui até a divulgação dos indicadores americanos. Esses sim terão potencial para ajustar a taxa das moedas ao redor do mundo.
Na Europa, o instituto Markit Economics divulgou que o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da zona do euro deverá registrar 47,7 pontos em maio, ante os 46,9 pontos do mês anterior.
Enquanto isso, na Alemanha, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha deve subir a 49 pontos em maio, após ter registrado 48,1 pontos no mês anterior.
Em Wall Street, os agentes avaliam o discurso de Ben Bernanke, presidente do Fed. Bernanke declarou que ajustar política monetária ameaçaria a recuperação americana, levando as taxas de juros a subir temporariamente. O presidente também destacou a persistente fragilidade da economia, especialmente o alto desemprego e os cortes dos gastos públicos federais.
Por lá, o Departamento do Trabalho revelou que os novos pedidos para seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram para 340.000 na semana encerrada em 18 de maio, ficando abaixo da previsão dos analistas. Os pedidos semanais também caíram em comparação com a semana anterior, em 23.000 (6,7%), segundo dados corrigidos por variações sazonais.
E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, a Fundação Getulio Vargas revelou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) referente a semana de 22 de maio de 2013 apresentou variação de 0,40%, uma alta de 0,02 ponto percentual (p.p.) em relação a taxa registrada na última divulgação.
Por outro lado, a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, aponta que a taxa de desocupação foi estimada em 5,8% no mês de abril. Estatisticamente, houve estabilidade tanto em relação a março (5,7%) quanto a abril do ano passado (6,0%).