Em fevereiro, Confiança da Indústria mantém estabilidade

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas manteve-se praticamente estável pelo segundo mês consecutivo entre janeiro e fevereiro, ao passar de 106,5 para 106,6 pontos.

A relativa estabilidade do ICI resulta de movimentos distintos do Índice da Situação Atual (ISA) e do Índice de Expectativas (IE). O ISA diminuiu 1,0%, ao passar para 105,7 pontos, recuando para nível inferior da média histórica recente. Já o IE aumentou 1,4%, atingindo 107,6 pontos, o maior patamar desde maio de 2011 (108,3). O ICI continua girando em nível ligeiramente superior à média histórica, mas a sua relativa estabilidade nos últimos meses sinaliza a manutenção de ritmo lento do setor industrial ao início de 2013. A boa notícia é a sustentação das expectativas, sugerindo que o empresariado aguarda alguma aceleração ao longo dos próximos meses.

O nível de demanda foi o quesito que mais contribuiu para a queda do ISA neste mês, com variação de -2,6% em relação a janeiro. O indicador atingiu 103,0 pontos, o menor patamar desde julho de 2012 (101,7), com pioras percebidas pelas empresas tanto na demanda interna quanto externa. A parcela de empresas que avaliam o nível de demanda atual como forte caiu de 16,4% para 12,8%, enquanto a proporção das que o consideram fraco passou de 10,6% para 9,8%.

O quesito mão de obra prevista foi determinante para o aumento do IE. O indicador avançou pelo segundo mês consecutivo, com variação de 2,4% em fevereiro, igualando-se à média histórica recente em 113,1 pontos, no melhor resultado desde junho de 2012 (113,4). A proporção de empresas que esperam menor nível de emprego caiu de 16,7% para 5,4%, enquanto a parcela das que preveem maior nível de emprego passou de 27,2% para 18,5%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,3 ponto percentual (p.p.) em fevereiro, ao passar para 84,1%, retornando ao patamar de dezembro de 2012.